Economia

Desemprego no Brasil encerra 2025 em 5,6%, menor taxa anual da série histórica

No trimestre encerrado em dezembro, desocupação caiu a 5,1%, segundo o IBGE

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 20
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 20 Foto : José Cruz/Agência Brasill

Em 2025, o Brasil registrou taxa média de desemprego de 5,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No trimestre encerrado em dezembro, a taxa de desocupação recuou para 5,1%, também o menor patamar já observado.

Com isso, cerca de 5,5 milhões de pessoas buscavam emprego nos três últimos meses do ano, enquanto a população ocupada totalizava 103 milhões de trabalhadores.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira, 20.

Na comparação anual, a taxa de desemprego caiu de 6,6%, em 2024, para 5,6%, em 2025 — o menor resultado desde o início da série. Em um ano, o número médio de pessoas desocupadas recuou de 7,2 milhões para 6,2 milhões. Durante a pandemia de Covid-19, o índice chegou a 13,7% em 2020 e 14,0% em 2021, com cerca de 14 milhões de desempregados.

As maiores taxas de desocupação em 2025 foram registradas na Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%). Já os menores índices foram observados em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).

20 estados registram a menor taxa de desocupação da série

Ao todo, 20 unidades da federação atingiram a menor taxa anual de desocupação de suas séries históricas, entre elas o Rio Grande do Sul, que encerrou o ano com índice de 4,0%.

"Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho. A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços", destaca a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, Adriana Beringuy.

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Rendimento, formalização e informalidade

A melhora no mercado de trabalho também se refletiu nos rendimentos. O valor do rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas foi estimado em R$ 3.560 em 2025, alta de 5,7% frente a 2024. Já a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 361,7 bilhões no ano, o maior resultado da série histórica.

O número de empregados do setor privado com carteira assinada cresceu 2,8% em relação ao ano anterior e atingiu 38,9 milhões de pessoas — cerca de 1 milhão a mais do que em 2024, estabelecendo novo recorde.

Por outro lado, o contingente de empregados sem carteira recuou 0,8%, e o número de trabalhadores domésticos caiu 4,4%, para 5,7 milhões.

O total de trabalhadores por conta própria foi estimado em 26,1 milhões, o maior da série, com crescimento de 2,4% em um ano.

Apesar da melhora nos indicadores formais, a taxa anual de informalidade ainda foi de 38,1% em 2025, embora abaixo dos 39,0% registrados em 2024 — um reflexo, segundo o IBGE, de características estruturais do mercado de trabalho brasileiro.

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