O turismo no Brasil celebra o bom resultado do setor e políticas que fomentam a cadeia economica local com experiências aos visitantes. No Rio Grande do Sul, além do sucesso do Vale dos Vinhedos, investe em novos roteiros de viagem que contam a história das comunidades que formaram os territórios e sua cultura.
Comemorado neste domingo, o Dia Mundial do Turismo, destaca o potencial brasileiro no setor e iniciativas que apoiam os empreendedores do ramo. De acordo com o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, entre janeiro e agosto deste ano, o setor manteve o ritmo do recorde histórico obtido em 2025.
“Mais do que volume, isso gera renda: apenas de janeiro a julho deste ano, os visitantes internacionais injetaram R$ 33,6 bilhões na nossa economia. Queremos que esse turista venha atraído por uma tendência, mas fique pela diversidade e excelência da experiência brasileira”, defende.
“Brazil Core”
Durante o período, foi registrada a chegada de cerca de 6,4 milhões de turistas estrangeiros em todo o país. O movimento é reforçado pela viralização do chamado “brazil core”, nas redes sociais. O conceito define um interesse maior à cultura brasileira com o objetivo de se distanciar de estereótipos sobre o país e promover experiências fidedignas às de locais.
“Essa tendência é uma vitrine fantástica que coloca a nossa identidade, as nossas cores e a nossa cultura no centro do palco global. Mas o nosso papel no Ministério é ir além do viral. Nós trabalhamos para que essa demanda encontre destinos qualificados, preparados, seguros e conectados, convertendo o interesse cultural em desenvolvimento econômico real para as nossas cidades”, destaca.
Desde a popularização do emprego remoto, o movimento encontrou um terreno fértil na cultura do nomadismo digital. São pessoas que viajam para fora dos seus países enquanto mantêm seu trabalho na nação de origem. O objetivo dos nômades digitais é viver experiências que se aproximem dos moradores locais a cada período. A cada determinado período, essas pessoas escolhem novos destinos para mergulhar nas novas culturas e diversificar experiências sem estar de férias.
“Queremos que esse turista venha atraído por uma tendência, mas fique pela diversidade e excelência da experiência brasileira. O público que adere ao nomadismo digital busca exatamente essa autenticidade. É um segmento altamente estratégico, já reconhecido no nosso Plano Nacional de Turismo, porque esses viajantes passam mais tempo no destino e consomem serviços locais de forma contínua”, afirma o ministro.
Investimento que fica
O Ministério do Turismo criou o Fundo Geral do Turismo (Fungetur), que facilita o acesso ao crédito à empreendedores do setor. De janeiro a setembro de 2026, foram injetados R$ 765,4 milhões em financiamento no Rio Grande do Sul. Ao todo, foram mais de 1,6 mil contratos firmados.
“O Rio Grande do Sul é um estado de múltiplas vocações. O Vale dos Vinhedos já é um case de sucesso consolidado, mas essa aposta no turismo histórico, arquitetônico e cultural é um movimento inteligentíssimo para diversificar a oferta. Roteiros que contam a história das comunidades estimulam o visitante a ficar mais dias no estado, distribuindo a renda do turismo por um território muito maior”, defende o ministro que entende uma demanda maior por experiências autênticas no setor.
Para Feliciano, o investimento no setor retorna para a comunidade local, fortalecendo a economia e, principalmente, com as melhorias estruturais que visam acolher com qualidade um fluxo maior de pessoas. “Nós trabalhamos com uma premissa básica: uma cidade só é um destino maravilhoso para o turista se for, antes de tudo, excelente para o seu morador. As intervenções de infraestrutura turística — como melhorias em mobilidade, segurança e acessibilidade — deixam um legado permanente para a qualidade de vida da população local”, afirma.
Tendo em vista a garantia de que os investimentos serão empregados de forma adequada para o perfil de turismo de cada local, de acordo com as necessidades específicas de cada região do país, que a pasta está desenvolvendo a Pesquisa Nacional de Demanda Turística (PNDT). No Estado, Porto Alegre e Gramado são as cidades que participam do levantamento.
“Com esse raio-x em mãos, é possível orientar investimentos de forma muito mais cirúrgica, ouvindo tanto as necessidades de quem visita quanto de quem vive no destino. Do ponto de vista econômico, o impacto é transformador. O turismo é um dos motores mais rápidos de inclusão social e geração de renda”, salienta o ministro Gustavo Feliciano.
De acordo com dados apresentados pela pasta, entre janeiro e agosto, foi registrado o maior volume de movimentações de passageiros domésticos da história, com 68,3 milhões de voos por todo o país. Esse montante impactou direta ou indiretamente na criação de 93 mil empregos entre julho do ano passado e o mesmo mês de 2026.