O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) considerou insuficiente o estudo sobre emissões de gases de efeito estufa apresentado por Candiota III. Por determinação da Justiça Federal, o órgão ambiental tem até 5 de novembro para publicar a decisão sobre a renovação da licença de operação. Em parecer incluído no processo de licenciamento, o Ibama reconhece que o estudo apresentado pela termelétrica a carvão quantifica adequadamente as emissões, mas conclui que não avança o suficiente na avaliação dos impactos climáticos da continuidade da operação.
Em nota a empresa Âmbar, responsável por Candiota III, informou que irá complementar as informações relativas aos impactos. A empresa também destacou que a operação ocorre em conformidade com a legislação vigente, “dentro dos parâmetros estabelecidos pelos órgãos competentes, e sua licença de operação permanece em vigor sem comprometimento da segurança energética do Sistema Interligado Nacional”.
Entre as principais lacunas apontadas estão ausência de metas, cenários futuros e estratégias estruturadas para reduzir as emissões. Segundo o Instituto, o documento funcionaria como um inventário e não aprofunda a relação entre a operação da termelétrica e compromissos climáticos assumidos pelo Brasil. A empresa precisará complementar o estudo com medidas de mitigação e adaptação, além de estratégias para reduzir e neutralizar emissões, avaliar riscos climáticos e mecanismos de transparência sobre o desempenho da usina. A licença anterior de Candiota III venceu em abril e o pedido de renovação permanece em análise. O processo está em andamento desde setembro de 2025, e a indefinição permite a continuidade da operação enquanto o pedido é analisado.