Centrais sindicais e movimentos sociais realizam, na manhã desta terça-feira, uma marcha pelas ruas de Porto Alegre para pressionar o Senado Federal a pautar a proposta que prevê o fim da escala 6x1 e a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução dos salários. A mobilização integra o Dia Nacional de Luta, promovido simultaneamente em diversas cidades do país.
A concentração ocorreu em frente à Estação Rodoviária da Capital. De lá, os manifestantes seguem em caminhada até o Palácio Piratini, onde o grupo se encontra com servidores públicos que também participam da mobilização.
A manifestação é organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), demais centrais sindicais e movimentos sociais. O objetivo é ampliar a pressão para que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, coloque em votação a proposta já aprovada na Câmara dos Deputados.
Segundo o presidente da CUT-RS, Amarildo Cenci, a mobilização busca demonstrar que os trabalhadores pretendem manter a pressão até que o tema avance no Congresso Nacional. "Nós queremos hoje sinalizar que estaremos nas ruas e que não vamos medir esforços para que esse assunto seja votado. Queremos que a proposta seja aprovada. As pesquisas mostram um amplo apoio da população à redução da jornada e ao fim da escala 6x1. Isso significa mais saúde, mais tempo para a vida e, inclusive, mais produtividade", afirmou.
Cenci ressaltou que o ato faz parte de uma mobilização nacional e antecede uma audiência pública prevista para quarta-feira no Senado, quando o tema será debatido. "É um dia para demarcar posição e dizer que não vamos sair das ruas enquanto esse assunto não ficar resolvido. Não estamos falando de ideologia nem de partidos. Estamos falando de dignidade para o trabalhador e para a trabalhadora", declarou.
Além da caminhada em Porto Alegre, a CUT informou que ocorrem paralisações e mobilizações em outras cidades gaúchas, como Caxias do Sul, Pelotas, Santa Maria e Passo Fundo.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em discussão reduz a jornada semanal de trabalho para 40 horas e extingue a escala 6x1, mantendo os salários dos trabalhadores. Após aprovação na Câmara dos Deputados, o texto aguarda análise do Senado Federal. Para ser promulgada, a proposta precisa ser aprovada em dois turnos por, no mínimo, 49 dos 81 senadores.