Economia

Produção industrial recua 1,8% em junho, diz IBGE

Produção de bens de consumo semi e não duráveis e bens de consumo duráveis lideram desempenho negativo

Produção de bens de consumo caiu
Produção de bens de consumo caiu Foto : Ricardo Giusti / CP Memória

A produção industrial nacional apresentou queda de 1,8% em junho na comparação com maio, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira. O resultado ficou acima da expectativa que apontava para uma queda de 0,6%.

As quatro grandes categorias econômicas registraram desempenho negativo, com destaque para bens de consumo semi e não duráveis (-4,1%) e bens de consumo duráveis (-3,2%). Entre os 25 ramos pesquisados, 16 apresentaram retração, puxados principalmente por coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (-5,9%), que acumulam perda de 11,8% em dois meses, além de produtos químicos (-4,3%), alimentos (-1,9%) e produtos farmacêuticos (-11,0%). Na contramão, celulose, papel e produtos de papel avançaram 5,4%, registrando o terceiro mês consecutivo de crescimento, enquanto impressão e reprodução de gravações (20,2%) e metalurgia (1,4%) também contribuíram positivamente.

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Recuperação anual da indústria

Apesar da queda na margem, a indústria mostrou recuperação na comparação com junho de 2025. A produção industrial cresceu 1,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, impulsionada principalmente pelos setores de veículos automotores, reboques e carrocerias (16,5%) e indústrias extrativas (5,2%). Também tiveram desempenho positivo segmentos como metalurgia (4,4%), máquinas e materiais elétricos (7,6%), bebidas (3,0%) e celulose e papel (1,8%). Em contrapartida, equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-14,1%) e produtos químicos (-3,8%) exerceram as maiores pressões negativas sobre o resultado.

Desempenho por categoria econômica

Entre as grandes categorias econômicas, os bens de consumo duráveis cresceram 5,2% na comparação anual, impulsionados pela fabricação de automóveis e eletrodomésticos da linha branca. Os bens intermediários avançaram 2,7%, registrando a sexta alta consecutiva nessa base de comparação, favorecidos pelo desempenho da indústria automotiva, das atividades extrativas e da metalurgia. Já os bens de capital recuaram 1,6%, refletindo principalmente a menor produção de máquinas e equipamentos agrícolas e de uso misto.

Acumulado do ano

No acumulado de janeiro a junho, a produção industrial registra crescimento de 1,5% frente ao mesmo período de 2025. O avanço é sustentado pelas indústrias extrativas (7,4%), coque, derivados de petróleo e biocombustíveis (4,3%) e veículos automotores (5,3%). Por outro lado, a fabricação de máquinas e equipamentos (-7,6%) segue como o principal fator de pressão negativa no ano, enquanto o segmento de bens de capital acumula queda de 5,4%, sendo a única grande categoria econômica com desempenho negativo no período.

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