Ensino

Ato do Cpers defende o reajuste no Piso Salarial

Educadores da rede estadual querem a elevação de 5,4% para toda a categoria

Manifestação foi realizada ontem, na frente do Palácio Piratini
Manifestação foi realizada ontem, na frente do Palácio Piratini Foto : Alina Souza

Em manifestação diante do Palácio Piratini, ontem (17/3) pela manhã, em Porto Alegre, educadores da rede pública estadual reivindicaram o reajuste de 5,4% no Piso do Magistério para toda a categoria. O ato organizado pelo sindicato dos trabalhadores em Educação (Cpers) buscou pressionar pela aprovação do Projeto de Lei 38/2026, que prevê a elevação e cuja votação foi adiada para terça-feira (24/3), por falta de quórum na Casa.

O novo subsídio foi estabelecido pelo Executivo Federal, em medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em janeiro deste ano, e consta no site (tinyurl.com/ycxc4t9r).

A atualização no cálculo do Piso Salarial Profissional Nacional para o magistério público da Educação Básica prevê aumento, de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. Foi fixado para jornada de 40h semanais, representando alta de 5,4% em relação ao ano anterior.

Durante a manifestação, sobrecarga, adoecimento e desvalorização profissional do conjunto dos educadores da rede estadual foram alguns dos problemas citados por lideranças.

A presidente do Cpers, Rosane Zan, destacou que a luta pela valorização seguirá. E criticou a postura do governo atual na administração do ensino público. “Hoje enfrentamos um governo que tenta nos dividir. Essa lógica de fragmentação é inaceitável. Não existe valorização real quando ela não alcança todos e todas”, enfatizou Rosane.

O secretário de Aposentados e Assuntos Previdenciários da CNTE, Sergio Kumpfer, também criticou as políticas implementadas por este governo. “O que estão fazendo com os aposentados, o que fizeram com nosso plano de carreira, o que estão fazendo com os funcionários e com toda a estrutura pública é um processo de precarização”, concluiu. Mais informes neste link.

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