Os trabalhadores estaduais de Educação chegam ao final da sua mobilização sindical itinerante pelo Rio Grande do Sul. Nesta semana, estarão nas regiões de Uruguaiana, Santo Ângelo e Santa Maria. De 3 de março a 9 de abril, acontece a Caravana em Defesa da Escola Pública e da Democracia 2026, do Cpers, que percorre os 42 núcleos regionais da entidade. A comitiva visa estabelecer um diálogo direto com os educadores de cada região, recolhendo relatos e observando a atual estrutura do ensino público gaúcho.
A partir desta segunda-feira (6/4), a Caravana manterá o calendário de encontro com os profissionais de Educação e divulgação de demandas da categoria, por meio de panfletagem. Rosane Zan, presidente do Cpers, explica que, nesta reta final, a direção mantém em destaque o debate sobre os futuros projetos para a Educação pública do Estado. E pontua o relato recorrente dos professores acerca da falta de profissionais, gerando sobrecarga de atividades de classe.
Ao término da Caravana, a dirigente informa que ocorrerá a produção de um dossiê, reunindo as informações recolhidas neste período, principalmente em relação à falta de recursos humanos e profissionais da Educação nas escolas; a estruturas precárias no ensino público; e às dificuldades que cercam a permanência dos estudantes no ambiente escolar. O documento, quando concluído, será encaminhado à Assembleia Legislativa do RS, ao governo estadual e aos candidatos a governador do RS.
Na última semana, o Cpers esteve nas cidades de São Luiz Gonzaga, Soledade e Santa Cruz do Sul. Foram promovidas plenária com aposentados em São Luiz Gonzaga; e panfletagem, no centro de Soledade e na Praça Getúlio Vargas, em Santa Cruz.
Mobilização pelo RS
- Aprovada no Conselho Geral do sindicato (em 6/2), a Caravana 2026 nasce da necessidade de organizar a base da categoria diante dos projetos de Estado em disputa.
- Conforme o Cpers, a categoria “não aceita retrocessos, precarização e ataques à escola pública”. E diz que “a luta é por valorização, democracia e Educação que sirva ao povo trabalhador; e não aos interesses do mercado”.
- Entre as demandas e reivindicações levadas pela Caravana, o Cpers revela defender: o cumprimento do Piso Salarial Profissional Nacional, com reajuste de 5,4%, conforme a MP federal do governo Lula, de forma linear à toda a categoria (professores e funcionários, da ativa e aposentados), com e sem paridade e sem usar a parcela de irredutibilidade.
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