Ensino

Grupo de credores da Ulbra faz protesto a favor do aumento dos juros dos créditos trabalhistas

Presidente da Associação dos Ex-Empregados Credores da Ulbra explica que a classe mais humilde de credores, que corresponde a 96%, está sendo prejudicada

A ideia é que correção monetária seja votada em assembleia
A ideia é que correção monetária seja votada em assembleia Foto : Ronaldo Pedregulho / Divulgação / CP

Um grupo de credores da Ulbra fez uma manifestação em frente ao Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), neste final de semana, reivindicando aumento da correção monetária dos créditos trabalhistas da Recuperação Judicial da Ulbra, de 3% para 6% ao ano. O plano de recuperação judicial, homologado pela Justiça em fevereiro de 2024, prevê a quitação de dívidas da universidade, desde 2019, num valor total de R$ 400 milhões.

O presidente da Associação dos Ex-Empregados Credores da Ulbra, professor Felipe Ferraz Merino, explica que o valor de R$ 400 milhões deve ser dividido entre os 9 mil trabalhadores. “Se o juros for maior, as pessoas que tem créditos menores, o corresponde a 96% da categoria, vai receber mais. O pessoal que tem créditos maiores, pessoas com dívidas mais altas, vão receber menos. Isso tem que ser votado em assembleia, porque da forma como está se beneficia a minoria de 4%. Ou seja, a classe mais humilde de credores, que é o pessoal da limpeza, da segurança, da manutenção e os professores, que corresponde a 96%, está sendo prejudicada.”

Merino destaca que o aumento de juros não vai gerar ônus para a Ulbra. “A diferença vai acontecer entre o rateio, na divisão de valores entre os trabalhadores que tem crédito para receber.” Em contato com a Ulbra, a universidade informou que não vai se manifestar sobre o assunto. O Sindicato dos Professores do Rio Grande do Sul (Sinpro/RS), que representa os demais, ainda não se posicionou sobre o assunto.