Dos alunos que concluíram o Ensino Médio até os 18 anos de idade no Brasil em 2023, 21,4% obtiveram o aprendizado mínimo desejável em Matemática (queda de 4,1%, em comparação a 2019); e 27,9%, em Língua Portuguesa (alta de 0,7%, em relação a 2019). Os dados constam no Índice de Inclusão Educacional (IIE), divulgados neste mês (2/2), em pesquisa desenvolvida pela organização Meta Social.
O estudo aponta que o Índice de Inclusão Educacional brasileiro em 2023 foi de 15,5% (3,4% menor, comparado a 2019). O dado leva em consideração três percentuais: o de alunos com dois anos ou mais de atraso (com base no Censo Escolar); de alunos com aprendizado abaixo do básico (Sistema de Avaliação da Educação Básica/Saeb); e de jovens fora da escola (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios/Pnad Contínua).
Para o especialista em Educação e um dos idealizadores do programa “De Criança Para Criança”, Vitor Azambuja, o desempenho não pode ser somente atribuído à complexidade da disciplina, mas também ao modo como o conhecimento é apresentado e vivido. “O aluno precisa sair da escola compreendendo o que foi ensinado. Isso acontece quando existe envolvimento real com o conteúdo, e não apenas repetição de fórmulas”, afirma.
RS
No Estado, o IIE é melhor que a média nacional, mas foi o pior da Região Sul, com 16,7%. Santa Catarina obteve 17,4%; e Paraná, 20,4%, o melhor no país.
Dos alunos gaúchos até 18 anos e concluintes da Educação Básica, 23% tinham conhecimento mínimo em Matemática; e 28,4%, em Língua Portuguesa, em 2023. Em SC, foram 24,2% (Matemática) e 29,2% (Português); e no Paraná, 28,1% (Matemática) e 35,7% (Português).
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Desigualdades
Os dados avaliados também revelam diferenças conforme raça e gênero no Brasil. Estudantes brancos apresentaram 26,9% de IIE; e negros, 11,7% de aprovação na idade correta e com o aprendizado necessário em Língua Portuguesa e Matemática. No recorte de gênero, as meninas foram melhores, com 17,6%; e meninos, 16,3%. Acesso ao estudo, na íntegra, por meio deste link.
Porto Alegre
O estudo também avalia o IIE das capitais brasileiras em 2019. Enquanto, naquele ano, a média das capitais nacionais foi de 18,9%, Porto Alegre obteve 16,4%. Além disso, contava com:
- 44,9% de alunos com 2 anos ou mais de atraso (Censo Escolar);
- 59,9% dos alunos com aprendizado abaixo do básico (Saeb);
- 7,3% de jovens fora da escola (Pnad).