Quase 90% dos jovens aprendizes no mercado de trabalho afirmam sentir algum nível de ansiedade em relação ao futuro. Mas há domínios e desafios ligados à tecnologia; e impacto positivo na aprendizagem.
É o que revela a pesquisa “Perfil Aprendiz 2026”, feita pelo Centro de Integração Empresa Escola do RS (CIEE-RS) com 569 jovens gaúchos. Conforme o estudo, divulgado neste mês (em 20/7), mesmo com sentimentos de ansiedade, 43,7% apontam o crescimento profissional como principal expectativa para os próximos 5 anos, seguido da busca por estabilidade financeira (35,3%).
Lucas Baldisserotto, CEO do CIEE-RS, argumenta que “os dados mostram uma juventude que quer crescer, trabalhar e construir um futuro melhor, mas que também carrega inseguranças e pressão no início da vida profissional. Por isso, o desafio de instituições e empresas é criar oportunidades que aliem qualificação, acolhimento emocional e desenvolvimento humano.”
Aprendizagem
No ensino, que alia a formação teórica e a prática em empresas, 84% dos participantes avaliam que a experiência gera impacto positivo na vida profissional. E 87,8% relatam desenvolver habilidades valorizadas pelo mercado; enquanto 56,1% desejam permanecer na empresa após o término do programa.
Em relação ao bem-estar emocional, 56,1% afirmam praticar atividades voltadas ao cuidado emocional. E o cansaço está entre as principais dificuldades para conciliar estudo e trabalho, sendo citado por 36% dos jovens.
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Tecnologia
O levantamento sinaliza que 46,5% dos jovens não fazem cursos extras ou treinamentos complementares. E mesmo com o acesso tecnológico facilitado, 60,6% têm domínio parcial ou nenhum sobre ferramentas tecnológicas.
Já sobre Inteligência Artificial (IA), existe apreensão dos jovens. Para 72% dos entrevistados, surge preocupação com os impactos da tecnologia no mercado de trabalho. Porém, 33,7% afirmam utilizar ferramentas de IA frequentemente; enquanto 52,3% dizem usar essa tecnologia às vezes, no seu dia a dia.
Aspectos socioeconômicos
- O estudo aponta que 73,7% dos aprendizes pertencem a famílias com renda de até 3 salários mínimos.
- Muitos jovens relatam que a oportunidade representa não apenas experiência profissional, mas também apoio à renda familiar e ampliação das perspectivas de futuro.
- 90% afirmam sentir apoio total ou parcial dos amigos em relação aos seus objetivos profissionais e pessoais.
- Ao findar o programa, a maioria dos aprendizes demonstra expectativa de efetivação na atuação; e continuidade da trajetória profissional.
- Acesso à pesquisa no site.