Ensino

Projeto cria política de EJA para ampliar escolaridade

Com a Pneja, proposta quer viabilizar alfabetização e conclusão de estudos no país

Intenção do projeto nacional é reunir programas federais já existentes voltados à EJA
Intenção do projeto nacional é reunir programas federais já existentes voltados à EJA Foto : Unsplash/ Divulgação / CP

O Projeto de Lei (PL) que cria a Política Nacional de Educação de Jovens e Adultos (Pneja) foi aprovado, neste mês (em 17/7), pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. A proposta objetiva viabilizar a alfabetização e a conclusão dos ensinos Fundamental e Médio de pessoas que interromperam os seus estudos. O projeto tramita em caráter conclusivo e, para virar lei, precisará ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.

A política de Educação de Jovens e Adultos (EJA) busca reduzir desigualdades, ampliar a escolaridade e aumentar a oferta de ensino adequada às necessidades de jovens, adultos e idosos. O texto também assegura atendimento aos estudantes de Educação Especial; e prevê diretrizes específicas para modalidades como Educação Indígena, Quilombola, do Campo e a Educação Bilíngue de Surdos.

A Comissão de Educação acolheu o texto substitutivo da relatora, deputada Duda Salabert (MG), ao PL 2.610/22, do deputado Alexandre Frota (SP). A relatora destaca que o analfabetismo permanece como um dos desafios estruturais mais graves do país. E cita estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que indica 8,4 milhões de brasileiros sem saber ler ou escrever um bilhete.

A intenção do projeto nacional é reunir programas federais já existentes voltados à EJA, como o Brasil Alfabetizado, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE). Além disso, o PL também estabelece que essa política será implementada contando com um monitoramento permanente e a divulgação de relatórios anuais. Mais dados, neste link.

Estão previstas estratégias e ações, como:

  • Busca ativa de quem abandonou os estudos.
  • Oferta de cursos em horários flexíveis, inclusive aos finais de semana.
  • Formação de professores especializados.
  • Desenvolvimento de material didático específico.
  • Integração de EJA com cursos de Educação Profissional.
  • Criação de espaços para acolher crianças.
  • Oferta de bolsas e auxílios financeiros.

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