Ensino

Projeto FAD Tech: jovens de baixa renda concluem curso técnico em programação

Iniciativa da Fadergs em convênio com o CIEE promoveu a formação de 35 estudantes de Porto Alegre e Alvorada

Os jovens beneficiados pelo FAD Tech vem de três projetos sociais, todos eles estabelecidos pelo Governo do Estado e administrados pelo CIEE-RS.
Os jovens beneficiados pelo FAD Tech vem de três projetos sociais, todos eles estabelecidos pelo Governo do Estado e administrados pelo CIEE-RS. Foto : Ricardo Giusti

A Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul (Fadergs), em parceria com o CIEE RS, realizou na tarde desta quarta-feira uma cerimônia de formatura da primeira turma do projeto FAD Tech, uma capacitação em tecnologia totalmente gratuita voltada ao público jovem de famílias de baixa renda.

Nesta iniciativa, por meio de um convênio entre as instituições, o CIEE indicou alunos oriundos de projetos sociais administrados pela entidade em Porto Alegre e Alvorada, enquanto a Fadergs desenvolveu o curso técnico, ministrado por alunos do curso de extensão da faculdade de Computação da universidade.

“A instituição busca sempre fomentar ações sociais, buscando práticas pelas quais possamos trazer para dentro da universidade serviços para a comunidade. E em dado momento vimos a oportunidade de criar um modelo de ensino voltado para pessoas que estavam com alguma carência na área de educação. O CIEE nos procurou buscando uma parceria, então nós fornecemos a ideia do projeto e o CIEE, com os seus programas, nos trouxe as suas turmas de alunos”, contextualiza o educador e responsável pelo FAD Tech, Flávio André Treib.

Os jovens beneficiados pelo FAD Tech vem de três projetos sociais, todos eles estabelecidos pelo Governo do Estado e administrados pelo CIEE, sendo eles o POD Socioeducativo, destinado a egressos da FASE/RS, o Jovem 360, focado em adolescentes e jovens de 14 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social e o Centro da Juventude Alvorada, voltado a adolescentes e jovens de 15 a 24 anos em situação de vulnerabilidade, residentes em Alvorada.

“O curso foi maravilhoso, tenho que agradecer principalmente aos professores, sem eles não seria tão bom assim. Aprendemos bastante sobre programação, teve bastante gente que procurou saber mais por fora, por exemplo eu, que comprei um curso para conseguir complementar esse aqui. Quero fazer pedagogia e estou no curso porque hoje o conhecimento em Tecnologia de Informação é muito solicitado no mercado de trabalho, além disso é uma porta que esse curso está abrindo para a gente pesquisar o que a gente realmente quer”, ressaltou a jovem Maria Paula Francisco Conte, de 19 anos, moradora de Alvorada e uma das formandas no curso técnico.

Ao todo, 35 jovens receberam o certificado de conclusão do 1º módulo do curso de programação, que se iniciou em setembro deste ano. Com aulas toda a quarta-feira, os estudantes receberam auxílio de transporte, lanche e uniforme para se manterem na formação. Agora, se quiserem, os alunos poderão seguir com os 2º e 3º módulos do curso.

“Muitos deles não têm computador. Para vir foi um desafio, porque vinhamos de ônibus, saíamos do CJ, pela linha normal. A gente custeou as passagens porque muitos não tinham condições, custeamos lanche também. Foram muitos desafios, desde o tempo, por conta do colégio, até o desemprego. Toda a semana era uma novidade, mas poder chegar no último dia desse 1º módulo e ver o desenvolvimento deles é muito bom, muitos não tinham vindo para Porto Alegre sozinhos, muitos não teriam a oportunidade de fazer um curso técnico como esse estando lá na comunidade, então acho que eles agarraram muito essa oportunidade”, relata a assistente social do Centro da Juventude Alvorada, Carla Fernanda Pires.

“Creio que é uma iniciativa social que busca essencialmente levar esses jovens ao mercado de trabalho, com oportunidades e em busca de uma recolocação. Hoje sabemos a disputa que é obter uma vaga e o preparo é essencial para isso. O papel do CIEE é incentivar essa busca”, afirma o Gerente do CIEE Porto Alegre, Douglas Aprato.

Ainda de acordo com Aparato, o objetivo é expandir o projeto e seguir com novas turmas. Para 2025, já iniciará uma nova turma no módulo 1, enquanto a turma atual seguirá para o módulo 2.