Ensino

Projeto prevê Internet de alta velocidade nas escolas

Proposta é de acesso gratuito, contínuo, de qualidade e para toda a rede pública do país

Proposta prevê prioridade para escolas rurais, indígenas, quilombolas, em áreas de vulnerabilidade social ou em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
Proposta prevê prioridade para escolas rurais, indígenas, quilombolas, em áreas de vulnerabilidade social ou em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) Foto : Julia Revelant / Secom-UFRGS / CP

Avança na Câmara dos Deputados, a tramitação do Projeto de Lei (PL) 2.625/26, que cria a Política Nacional de Universalização da Internet de Alta Velocidade nas Escolas Públicas da Educação Básica. A proposta prevê acesso gratuito, contínuo e de qualidade à Internet em todas as escolas públicas do país.

O texto define que a Internet deverá estar disponível em todas as dependências das escolas, como salas de aula, bibliotecas, laboratórios e setores administrativos. E estabelece que alta velocidade é aquela capaz de suportar, ao mesmo tempo, atividades de ensino, videoconferências, plataformas de aprendizagem e bibliotecas digitais. A conexão também deverá atender ao uso simultâneo por professores, estudantes e funcionários.

A proposta prevê prioridade para escolas rurais, indígenas, quilombolas, em áreas de vulnerabilidade social ou em municípios com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). E para ampliar a rede, a União poderá usar recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

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O projeto estabelece medidas para proteger dados, reforçar a segurança cibernética, controlar o acesso e oferecer ferramentas de controle parental. E determina que, anualmente, o governo federal publique relatório sobre a execução da política, com o percentual de escolas conectadas, qualidade média das conexões e investimentos realizados.

O autor da proposta, deputado licenciado Vanderlan Alves (CE), defende o acesso à Internet como essencial para ampliar oportunidades educacionais. E diz que a medida visa fortalecer a inclusão digital, ampliar o acesso a plataformas educacionais e democratizar o conhecimento.

Agora, a proposição será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Comunicação; Educação; Finanças; e Justiça. E para virar lei, precisa aprovada pela Câmara e pelo Senado.