Ensino

Relatório da OCDE compara dados educacionais de 38 países

Estudo aborda carreira docente, permanência escolar e financiamento da Educação

O Brasil participa da pesquisa desde a 1ª edição, em 1997
O Brasil participa da pesquisa desde a 1ª edição, em 1997 Foto : Luís Fortes / MEC /CP

Menos jovens estão sem estudar ou trabalhar no Brasil. É o que revela o relatório Education at a Glance (EaG) 2026, divulgado ontem (29/9) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os dados desta edição revelam que houve redução, de 4,4%, na taxa de jovens que nem trabalham, nem estudam, nem têm formação (Neet). A queda foi de 26,8% (em 2016) para 22,4% (em 2024), entre pessoas de 18 a 24 anos de idade encontravam-se nessa condição.

A cada ano, o documento mundial prioriza um tema para análise. Nesta edição foi: “A escassez de professores nos países participantes”. No Brasil, existem 9% de professores não plenamente qualificados. A média da OCDE é 9,1%. Para o Ministério da Educação, o informe geral mostra um desafio global ligado à formação e à retenção.

Sobre a escolaridade da população de 25 a 64 anos, 39,6% dos brasileiros tinham Ensino Médio como maior nível concluído em 2024, índice próximo à média OCDE em 2025, que é de 38,7%. No Ensino Superior, o Brasil registra 22,3% de concluintes; e a média da Organização é de 42,6%. Já sobre o término do nível de ensino, 79% dos estudantes brasileiros haviam concluído até dois anos após a duração teórica do curso; ante a média dos países da OCDE, que é 85%.

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Outro dado escolar aponta que, entre jovens de 25 a 34 anos, eram 35% de brasileiros com escolaridade abaixo do Ensino Médio, em 2016; sendo, em 2024, 25,8% (redução de 9,3%).

Nesse mesmo período e na mesma faixa etária, são mais pessoas com Ensino Superior: de 19,2% para 24,2%. E, no Médio, a conclusão desse Ensino evolui: de 45,8% (2016) para 50,1% (2024).

Relativo a recursos destinados à Educação, as despesas governamentais brasileiras corresponderam a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB), em 2023; sendo 4%, na média dos países da OCDE. O relatório mostra que, entre 2015 e 2023, esse indicador passou, de 5,5% para 4,6%, no Brasil; e de 4,4% para 4,2%, na média dos países da Organização com dados nos dois anos.

Relatório Eag

  • Publicação anual da OCDE, com indicadores educacionais diversos, que permitem a comparação entre os países participantes.
  • A OCDE tem 38 países membros, formados por economias desenvolvidas e emergentes dos continentes, como: Canadá, EUA, México, Alemanha, Suíça, França, Japão...
  • O Inep é responsável pelo tratamento dos dados, cálculo dos indicadores e envio dos informes do Brasil para publicação.
  • O Brasil participa desde a 1ª edição, em 1997.