Ensino

UFPel lança política de combate à violência

Iniciativa institucional define fluxos para denúncia, investigação e sanções em casos de racismo, etarismo e agressões contra mulheres

As comissões trabalharam por quatro meses para a redação da política de enfrentamento
As comissões trabalharam por quatro meses para a redação da política de enfrentamento Foto : Moises Vasconcelos / Divulgação / CP

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Pelotas (Consun) aprovou a adoção de política institucional para prevenção e combate às violências. O documento institui o “Bem Viver UFPel”, que define fluxos para denúncias, investigações e sanções em casos de racismo, etarismo e violências contra mulheres, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+. Também fica estabelecido um processo de acolhimento, escuta e orientação às vítimas.

Outro eixo da política é a atuação na formação e na capacitação da comunidade universitária como agente de combate às violências. “É um momento histórico para a UFPel e para as instituições de ensino superior no Brasil”, comemora a pró-reitora de Ações Afirmativas e Equidade (Profae), Daiane Molet, que está à frente do setor que capitaneou a criação da política. A reitora Ursula Silva ressalta o orgulho em presenciar a Universidade instituindo tal iniciativa. “É um texto robusto e completo sobre o tema”, afirma.

À frente

A reitora entende que a instituição “toma a dianteira entre as universidades federais” enquanto outras universidades ainda estão iniciando seus debates.

As gestoras destacam o caráter coletivo da criação da política, que envolveu integrantes da comunidade universitária, como estudantes, docentes e técnico-administrativos, e da sociedade, por meio de coletivos e movimentos sociais. Desde fevereiro de 2025 a Proafe realiza uma série de discussões para combater o racismo, o etarismo, as violências contra mulheres, pessoas com deficiência e pessoas LGBTQIA+ no contexto da Universidade, para os quais se compuseram grupos de trabalho específicos.

Propostas

As comissões trabalharam por quatro meses para a redação da política de enfrentamento. Após o período dedicado à discussão e às propostas, o setor revisou e fez também ajustes no texto, além de ampliar os encaminhamentos que chegaram a áreas como os Gabinetes da Reitoria e da Vice-Reitoria, assim como a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas.

“Ao fim, ganha-se uma política não da Proafe, mas de toda a UFPel, que se responsabilizará pelo combate à violência contra esses públicos. E a sociedade ficará ciente de que somos uma instituição que não tolera a violência”, enfatizou Daiane.