Pelo menos 112 pessoas morreram e 837 ficaram feridas em ataques israelenses no Líbano nesta quarta-feira (8), o maior número de vítimas desde o início da guerra em 2 de março, informou o Ministério da Saúde.
Os ataques atingiram bairros residenciais no centro de Beirute, nos subúrbios do sul da capital e em áreas no sul e leste do país. Israel e os Estados Unidos afirmam que o Líbano não foi incluído no cessar-fogo com o Irã.
A série de ataques ocorre horas depois do acordo de cessar-fogo, estabelecido entre Estados Unidos e Irã. O Paquistão, responsável por mediar as negociações, tinha incluído o Líbano no acerto, mas Israel não concordou com esta parte da trégua. O exército israelense segue demonstrando preocupação com o Hezbollah, organização que está abrigada em território libanês.
Pouco depois das explosões na capital libanesa, o Exército israelense anunciou ter atacado uma centena de alvos do Hezbollah em todo o Líbano. Afirma que se tratou do "maior ataque coordenado" contra o movimento pró-iraniano desde o início da guerra americano-israelense contra o Irã, em 28 de fevereiro.
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"Em um intervalo de 10 minutos e simultaneamente em várias zonas, (as forças israelenses atacaram) uma centena de postos de comando e infraestruturas militares" do movimento islamista libanês em todo o país, indicou um comunicado militar israelense.
As incursões e ataques israelenses no Líbano desde 2 de março causaram mais de 1,5 mil mortos e mais de um milhão de deslocados, principalmente do sul e da periferia sul de Beirute, reduto do Hezbollah.
Segundo meios de comunicação estatais do Líbano, houve vários ataques em localidades do sul do país.
Um desses bombardeios atingiu um prédio na região de Tiro, segundo um correspondente da AFP, pouco depois de o Exército israelense ordenar novamente a evacuação da área.
O porta-voz do exército israelense em árabe, coronel Avichay Adraee, também ordenou que os moradores de uma vasta área entre a fronteira israelense e o rio Zahrani, cerca de 40 km mais ao norte, saíssem de suas casas, afirmando que "a batalha continua". As forças israelenses ocupam atualmente uma parte do sul do Líbano.
O exército libanês pediu aos deslocados que "esperassem antes de retornar" ao sul do país, como medida de precaução.