A China indicou nesta quinta-feira (8) uma candidata para comandar a Organização Mundial da Saúde (OMS). A ação poderá ampliar a influência de Pequim sobre esse organismo internacional após a retirada dos Estados Unidos.
A especialista em saúde materna Song Li foi indicada pela China para o alto cargo, disse a jornalistas Mao Ning, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Song Li busca substituir o diretor-geral em fim de mandato, o etíope Tedros Adhanom Ghebreyesus, cujo período termina em agosto de 2027 e que não pode concorrer a um terceiro mandato.
A candidata lidera atualmente o Departamento de Saúde da Mulher e da Criança na Comissão Nacional de Saúde da China e tem uma carreira de 21 anos, segundo a OMS. Song foi relatora de diversas leis sobre a saúde de mulheres e crianças.
Sua indicação dá à China a oportunidade de preencher o vazio deixado pelo presidente Donald Trump ao retirar os Estados Unidos da OMS depois de retornar ao poder em janeiro de 2025.