Mais de 100 colonos israelenses atacaram uma aldeia no norte da Cisjordânia nesta terça-feira, 29, feriram três policiais e incendiaram duas casas, informaram o Exército israelense e moradores locais, em um incidente que gerou uma condenação incomum do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O ataque ocorreu quando o Exército israelense tentava escoltar uma família palestina de volta para sua casa na aldeia de Jalud.
A família havia sido forçada a fugir da área dois meses antes devido a ataques de colonos e não conseguia retornar. "Mais de 100 manifestantes israelenses" estavam na área de Jalud durante a noite, disse o Exército em um comunicado, acrescentando que interveio juntamente com a polícia de fronteira para dispersá-los.
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Os colonos bloquearam estradas, atearam fogo em pneus e atiraram pedras contra as forças de segurança, além de incendiar prédios e veículos palestinos na aldeia, acrescentou o Exército. "Como resultado dos confrontos, três policiais da Guarda de Fronteira israelense sofreram ferimentos leves e um veículo das forças de segurança foi danificado", acrescentou. A polícia israelense informou que prendeu um suspeito e deteve dois menores para interrogatório.
Netanyahu afirmou que as ações dos "manifestantes (...) causam grande prejuízo a esta comunidade e dificultam o cumprimento da missão de nossas forças". Os Estados Unidos "condenam a violência criminosa de qualquer lado" na Cisjordânia ocupada e pediram "investigações pertinentes" e "processos judiciais para aqueles que forem considerados responsáveis", declarou nesta quinta à AFP um porta-voz do Departamento de Estado.