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EUA descartam ações no Brasil após classificação de facções como terroristas, diz porta-voz

Amanda Roberson comentou que intenção do governo americano é asfixiar financeiramente estruturas do PCC e CV

PCC foi classificado como organização terrorista
PCC foi classificado como organização terrorista Foto : Maurício Lima / AFP / CP Memória

Os Estados Unidos passam a classificar as facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas nesta sexta-feira. Diante deste novo cenário, a porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, comentou que isto não significa ações americanas em território brasileiro.

Em entrevista exclusiva ao R7, publicada hoje, Amanda comentou que a intenção do governo norte-americano é asfixiar financeiramente as duas facções. Ela salientou que a legislação não prevê ações militares. “A nossa lei é muito clara. Essa lei das designações não contempla nenhum tipo de ação militar. É o Departamento de Guerra dos Estados Unidos que tem responsabilidade pelas ações militares”, afirmou.

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A porta-voz também disse que a medida dificilmente será revertida no futuro. Segundo ela, a legislação dos Estados Unidos prevê mecanismos de revisão das designações após alguns anos, mas a reversão desse tipo de enquadramento não costuma acontecer. “A lei contempla uma revisão depois de um período de alguns anos, mas não é muito comum que a decisão seja revertida”, afirmou.

Roberson disse que, neste momento, o governo americano está concentrado na implementação da medida e no uso das novas ferramentas que passam a estar disponíveis para atingir as estruturas financeiras e operacionais das duas maiores facções criminosas brasileiras.

Entre as consequências estão o bloqueio de bens eventualmente localizados nos Estados Unidos, restrições e cancelamentos de vistos, deportações de integrantes identificados em território americano e a criminalização de qualquer tipo de apoio material ou financeiro às organizações. “Agora, com essas ferramentas, vamos tentar estrangular suas fontes de recursos, de apoio, para já acabar com as terríveis ações que eles estão tomando, não só no Brasil, mas em outros países e nos Estados Unidos”, declarou.