O Irã advertiu nesta segunda-feira (23) que considera "um ato de agressão" qualquer ataque ao seu território, mesmo que limitado. A declaração surge depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, insinuou que cogita esta possibilidade.
Delegações dos dois países participaram em 17 de fevereiro, na Suíça, de uma segunda rodada de negociações indiretas, com mediação de Omã. O foco foi o programa nuclear de Teerã, em um momento de grande tensão após Washington enviar dois porta-aviões à região.
Irã e Omã confirmaram novas conversações para quinta-feira (26), mas o governo dos Estados Unidos não confirmou a informação.
"Sobre a primeira pergunta a respeito de ataque limitado, não existe ataque limitado. Um ato de agressão será considerado um ato de agressão. Ponto final", declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baqai, em entrevista coletiva em Teerã. Ele respondeu desta maneira ao ser questionado sobre as declarações de Donald Trump, que afirmou na sexta-feira que 'considera' um ataque limitado contra o Irã se o País não alcançar um acordo rápido com os Estados Unidos.
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Irã defende direito de legítima defesa
"Qualquer Estado reagiria com força a um ato de agressão, em virtude de seu direito inerente à legítima defesa, e é exatamente isso que faríamos", enfatizou Baqai.
Quando um jornalista perguntou a Trump na semana passada: "O senhor considera um ataque limitado se o Irã não chegar a um acordo?", o presidente americano respondeu: "O que posso dizer é que estou considerando isso". O presidente americano tem alertado que se não houver um acordo significativo, "coisas ruins acontecerão".
O chefe da diplomacia iraniana, Abbas Araghchi, lidera as negociações por parte de Teerã, enquanto o governo americano é representado pelo enviado Steve Witkoff e pelo genro do presidente Trump, Jared Kushner.
Trump se pergunta por que o Irã não "capitulou" diante da impressionante mobilização militar, declarou Witkoff em uma entrevista ao canal Fox News. O porta-voz da diplomacia iraniana declarou nesta segunda-feira que os iranianos nunca se renderam em sua história.