O parlamento de Israel aprovou nesta segunda-feira, 6, em primeira discussão, um projeto para formar uma comissão que investigue as falhas de segurança que levaram aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023.
A proposta foi aprovada no Knesset por 59 votos a 0. A votação foi boicotada pela oposição, por considerar que a comissão proposta estará submetida ao governo.
De acordo com o projeto, os seis membros da comissão seriam nomeados por uma maioria de dois terços do parlamento. Na falta de consenso, três membros seriam nomeados pela coalizão governista e outros três pela oposição. Ex-reféns ou familiares atuariam como observadores.
A oposição pede que se crie uma comissão estatal de investigação independente, um mecanismo que Israel usava com frequência. Segundo pesquisas de opinião, a maioria dos israelenses de todo o espectro político apoia que uma comissão desse tipo conduza a investigação.
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Os membros dessa comissão estatal seriam nomeados pelo presidente da Suprema Corte, que enfrentou o governo do premier Benjamin Netanyahu em diversas questões.
"A oposição não fará parte dessa farsa, cujo único propósito é encobrir e impedir a investigação da maior desgraça que o povo judeu já sofreu desde o Holocausto", publicou no X o líder opositor Yair Lapid, ao explicar o boicote.
Ariel Kellner, do partido Likud, que apresentou a proposta, defendeu a composição partidária da comissão. "Somente uma comissão nomeada de forma igualitária nos permitirá tanto descobrir a verdade quanto manter a confiança pública. Será uma comissão capaz de investigar qualquer entidade que tenha influenciado o núcleo da política de segurança de Israel", declarou, em comunicado divulgado pelo Knesset.
Em 7 de outubro de 2023, o movimento islâmico Hamas realizou um ataque no Festival Supernova, também conhecido como Supernova Sukkot Gathering, em uma área rural perto do Kibutz Re'im, no sul de Israel. Segundo dados oficiais, foram contabilizados 1.200 mortos, a maioria civis. Em resposta, Israel lançou uma ofensiva na Faixa de Gaza que deixou mais de 73 mil mortos em dois anos, segundo o Ministério da Saúde do território palestino.