As forças armadas do Kuwait informaram na madrugada deste sábado, 6, que estavam respondendo a ataques "hostis" realizados com mísseis e drones. A ofensiva ocorre dias depois de um bombardeio contra o aeroporto internacional do país deixar um morto e dezenas de feridos.
"As defesas aéreas kuwaitianas estão respondendo neste momento a ataques hostis com mísseis e drones", informou o exército na rede social X, sem especificar a origem dos projéteis.
Na noite de sexta-feira, 5, o Exército dos Estados Unidos anunciou que bombardeou, em "legítima defesa", dois locais de radares no Irã. As forças americanas "abateram quatro drones lançados em direção ao Estreito de Ormuz", que "representavam uma ameaça imediata ao tráfego marítimo regional", informou o Comando Central dos EUA (Centcom) no X. Em seguida, as tropas "atacaram instalações de radares de vigilância costeira em Goruk e na Ilha de Qeshm para se defender de ataques iminentes", acrescentou o comunicado.
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A escalada mais recente se insere em um ciclo de hostilidades que se intensifica desde quarta-feira, 3, quando Irã e Estados Unidos trocaram acusações de violações do frágil cessar-fogo com ataques cruzados no Golfo. Projéteis iranianos atingiram o aeroporto do Kuwait, matando uma pessoa e forçando o fechamento da instalação. Washington e Teerã culparam mutuamente a outra parte pelas hostilidades.
Sede de bases militares americanas, o Kuwait sofreu inúmeros ataques iranianos desde o início do conflito, desencadeado pela ofensiva israelense-americana de 28 de fevereiro. Segundo o Centcom, o Irã lançou vários mísseis durante a noite de quarta contra países da região, dos quais todos "erraram seus alvos".
O presidente americano, Donald Trump, afirmou que as duas partes ainda mantêm contatos para estabelecer uma paz duradoura desde a trégua iniciada em 8 de abril. No entanto, as operações militares em curso no Líbano — onde ataques israelenses deixaram seis mortos no sul do país — representam nova ameaça ao cessar-fogo.
A retomada dos ataques pressionou os preços do petróleo, já afetados pelo impacto do conflito no Estreito de Ormuz, rota crucial para o comércio de hidrocarbonetos.