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Mar Vermelho: como a ofensiva Houthi ameaça rota alternativa do petróleo global

Com fechamento do Estreito de Ormuz, países como a Arábia Saudita redirecionaram suas exportações para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho

Rebeldes Houthis do Iêmen lançaram mísseis balísticos contra alvos militares em Israel
Rebeldes Houthis do Iêmen lançaram mísseis balísticos contra alvos militares em Israel Foto : MOHAMMED HUWAIS / AFP

O Mar Vermelho tornou-se o novo epicentro da crise no Oriente Médio após a entrada oficial dos rebeldes Houthis do Iêmen no conflito, neste sábado (28). O grupo aliado ao Irã lançou mísseis balísticos contra alvos militares em Israel, expandindo uma guerra que já dura um mês e ameaça colapsar a economia mundial.

A intervenção coloca em risco a navegação em um ponto crucial que servia como alternativa ao Estreito de Ormuz, atualmente bloqueado pelas forças iranianas.

O valor estratégico do Mar Vermelho

Com o Irã controlando o Estreito de Ormuz — por onde circulava 20% do comércio global de hidrocarbonetos —, países como a Arábia Saudita redirecionaram suas exportações para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho.

A entrada dos Houthis na guerra anula essa rota de segurança, deixando o escoamento de energia do Golfo cercado por frentes de combate.

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Ofensiva Houthi e o "eixo da resistência"

Em declaração oficial, os Houthis confirmam a "primeira operação" contra Israel com armamento de longo alcance.

Embora o Exército israelense tenha interceptado os projéteis sem registrar vítimas, a ação marca o fim do período de neutralidade do grupo iemenita neste conflito. Elemento chave do "eixo da resistência" de Teerã, o movimento já havia perturbado o comércio marítimo global entre 2023 e 2025, e agora retoma as táticas de intimidação no Golfo de Aden e no Mar Vermelho.

Novo front

O Irã já havia ameaçado abrir um "novo front" em um estreito-chave para o tráfego marítimo mundial, que conecta o mar Vermelho ao golfo de Áden.

Bab el-Mandeb, passagem obrigatória rumo ao canal de Suez, "figura entre os estreitos mais estratégicos do mundo, e o Irã possui tanto a vontade quanto a capacidade de gerar uma ameaça", advertiu uma fonte militar.

"Se o inimigo tentar uma ação terrestre nas ilhas iranianas ou em qualquer outro ponto do nosso território, ou se buscar prejudicar o Irã com manobras navais no golfo Pérsico e no mar de Omã, abriremos outros fronts como uma 'surpresa'", acrescentou a fonte.

O estreito de Bab el-Mandeb é um dos corredores de navegação mais movimentados do mundo. Ele separa o continente africano da península Arábica, mais especificamente do Iêmen, país controlado em parte pelos rebeldes huthis, apoiados por Teerã.