Os Estados Unidos condenam publicamente as "ações perigosas e agressivas" de Pequim no Mar da China Meridional após um novo confronto envolvendo a Marinha das Filipinas.
O posicionamento do Departamento de Estado ocorre nesta terça-feira (21), coincidindo com a chegada do secretário de Estado americano, Marco Rubio, a Manila para a reunião de chanceleres da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).
"O padrão preocupante de provocações da China contra as operações marítimas legítimas das Filipinas mina a paz e a estabilidade regional", declara o governo norte-americano em nota oficial.
Rubio defende rotas marítimas e não descarta diálogo
Em artigo publicado na imprensa filipina, Rubio reitera o apoio defensivo de Washington e o compromisso com a liberdade de navegação na rota comercial estratégica, reivindicada quase integralmente por Pequim — a despeito de uma decisão internacional que invalida as pretensões chinesas.
"Se essas águas caíssem sob o controle de uma potência disposta a usar o comércio como arma geopolítica, tanto os Estados Unidos quanto os países da Asean enfrentariam novas e sérias ameaças à sua soberania, segurança e futuro econômico", alerta Rubio.
Sua delegação não confirma um encontro bilateral com o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, que também estará na capital filipina na quarta e quinta-feira, embora o diplomata americano tenha se dito aberto à conversa.
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Troca de acusações e crise diplomática
A tensão escala após o Exército filipino acusar a Guarda Costeira chinesa de ferir um de seus marinheiros no Recife de Ren"ai (Second Thomas Shoal).
Em resposta, Pequim classifica a denúncia de Manila como uma "distorção da verdade" e atribui o episódio a uma "provocação e ataque deliberado" das Filipinas. Como reação, a diplomacia chinesa convoca o embaixador filipino com urgência para formalizar um protesto.
A conduta de Pequim também sofre reprimenda internacional durante o evento em Manila. A ministra das Relações Exteriores da Austrália, Penny Wong, manifesta repúdio à "conduta desestabilizadora e perigosa" promovida pela China na área disputada.