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Ministro da Defesa da Venezuela elogia anistia aprovada

Vladimir Padrino qualifica a medida como 'passo transcendental' para a 'estabilidade' do país após queda de Maduro e ascensão de Rodríguez

"Não é simplesmente uma norma, é, em essência, um verdadeiro ato de amor ao nosso país", apontou Padrino
"Não é simplesmente uma norma, é, em essência, um verdadeiro ato de amor ao nosso país", apontou Padrino Foto : PEDRO MATTEY / AFP

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, apoiou nesta sexta-feira (20) a histórica lei de anistia geral promulgada na véspera, ao qualificá-la como um 'passo transcendental' para a 'estabilidade'. As Forças Armadas, pilar da chamada Revolução Bolivariana, juram 'lealdade e subordinação' à presidente interina Delcy Rodríguez, que assumiu o poder de forma temporária após a queda de Nicolás Maduro em uma incursão americana em 3 de janeiro.

A lei de anistia foi iniciativa de Rodríguez. O Parlamento a aprovou por unanimidade na noite de quinta-feira e a presidente interina a promulgou pouco depois. "Este instrumento jurídico (...) deve ser interpretado como um sinal de maturidade e de força política, ao representar um passo transcendental para alcançar a estabilidade da nação", disse o general das Forças Armadas em nota.

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Espera-se que a norma conduza à libertação em massa de presos políticos durante 27 anos de governos chavistas, embora especialistas alertem que seu alcance exclui alguns detidos, como os militares. "Não é simplesmente uma norma, é, em essência, um verdadeiro ato de amor ao nosso país", apontou Padrino. "O perdão não significa validar erros, nem apagar a memória, mas exercer a grandeza espiritual necessária para não permitir que a dor nos impeça de avançar no tempo presente", destacou.

Rodríguez governa sob forte pressão de Washington, a quem cedeu o controle do petróleo. Avança, além disso, na retomada das relações diplomáticas, rompidas desde 2019. Na quarta-feira, o chefe do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, reuniu-se em Caracas com Rodríguez, Padrino e o poderoso ministro do Interior, Diosdado Cabello, que por anos propagaram discursos 'anti-imperialistas'.