Um navio de guerra russo realizou um exercício com fogo real no Canal da Mancha, a cerca de 40 milhas náuticas (75 km) da costa de Plymouth, na última segunda-feira. A informação foi confirmada nesta terça-feira (21) pelo Ministério da Defesa do Reino Unido.
De acordo com o governo britânico, a embarcação russa comunicou previamente a intenção dos disparos ao navio-patrulha HMS Tyne, que estava na área, solicitando que a embarcação britânica mantivesse uma distância de segurança. O exercício, classificado como "incomum" pelo jornal The Guardian, durou cerca de 30 minutos.
Sinalização política e escalada na região
As manobras ocorreram exatamente no dia da posse do novo primeiro-ministro britânico, o trabalhista Andy Burnham, em meio ao aumento da frequência de incidentes nas águas do norte da Europa.
Em meados de junho, forças britânicas interceptaram um petroleiro da "frota fantasma" russa no Canal da Mancha. Dois dias depois, um veleiro de bandeira britânica relatou ter recebido tiros de advertência de uma fragata russa perto da Ilha de Wight, fora das águas territoriais do Reino Unido. Na ocasião, o ex-premiê Keir Starmer chamou a atitude de "imprudente", enquanto Moscou alegou que o veleiro se aproximava "perigosamente".
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Nesta terça-feira, o governo russo afirmou que não alimenta "nenhuma esperança" de melhora nas relações diplomáticas com Londres sob a gestão de Burnham. Em seu primeiro dia no cargo, o novo premiê reafirmou apoio "100%" à Ucrânia no conflito contra a Rússia.