O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou neste domingo uma revisão das medidas de segurança em voos internacionais com destino a Israel, depois que um copiloto omanense da Flydubai tentou derrubar um avião procedente dos Emirados Árabes Unidos.
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"Netanyahu encarregou o diretor do Conselho Nacional de Segurança, Shmuel Ben Ezra, de nomear um responsável para realizar uma análise exaustiva de todos os aspectos relacionados à segurança da aviação civil estrangeira com destino a Israel", informou o gabinete do primeiro-ministro em comunicado.
A aeronave da flydubai, com 174 pessoas a bordo, das quais 166 israelenses, precisou fazer um pouso de emergência na Arábia Saudita na quarta-feira (30). O governo Netanyahu está há dias sob pressão da oposição e da imprensa, que questionam se houve falhas de segurança.
Deputados de esquerda pediram à procuradora-geral que abra uma investigação, especialmente sobre a possibilidade de a identidade do copiloto ter sido transmitida a Israel sem que seus antecedentes fossem verificados, como afirma a imprensa.
Neste domingo, veículos israelenses afirmaram que o suspeito, interrogado nos Emirados Árabes Unidos, pretendia derrubar o avião em Israel e havia realizado vários voos para Tel Aviv nos últimos meses para fazer um reconhecimento do terreno.
Um dos líderes da oposição israelense, Yair Lapid, classificou no X como "investigação de fachada" a "análise abrangente" prometida por Netanyahu.
A ministra dos Transportes, Miri Regev, próxima de Netanyahu, anunciou neste domingo que havia se reunido com o embaixador dos Emirados em Israel para discutir "a cooperação" na investigação. Segundo ela, foi acordado continuar com a "cooperação, fortalecer os laços nas áreas da aviação e dos transportes e atuar juntos para garantir a segurança dos passageiros e dos voos".
Gadi Eisenkot, principal rival de Netanyahu nas eleições legislativas de 27 de outubro, afirmou no X que "em um governo digno desse nome (...) a ministra dos Transportes teria apresentado sua renúncia".