O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou neste sábado (25) sua renúncia ao mandato de deputado, selando sua saída definitiva da linha de frente do Estado após 16 anos ininterruptos no poder.
O anúncio ocorre após a coalizão nacionalista Fidesz-KDNP sofrer uma derrota acachapante nas eleições parlamentares para o partido Tisza, liderado pelo conservador Péter Magyar. Em vídeo, Orbán declarou que se dedicará agora à "reorganização do campo nacionalista" fora do Parlamento.
A ascensão de Péter Magyar e a supermaioria
Com uma participação recorde de 77,8% do eleitorado, Péter Magyar, de 45 anos, consolidou uma vitória avassaladora. Com quase 67% das urnas apuradas, o partido Tisza já garantiu 137 dos 199 assentos da Assembleia húngara. Essa supermaioria de dois terços confere a Magyar o poder de realizar reformas constitucionais profundas, desmantelando as estruturas estabelecidas por Orbán desde 2010.
- Peter Magyar vence na Hungria e promete mudança
- Confira a programação dos cinemas desta terça-feira, dia 28 de abril de 2026
- Hungria compra petróleo dos EUA após visita de Vance
Reações internacionais e alinhamento europeu
A vitória de Magyar foi celebrada por líderes da União Europeia, que viam em Orbán um obstáculo constante devido à sua proximidade com Vladimir Putin e críticas às sanções contra a Rússia.
A derrota de Orbán representa também um revés para a diplomacia de Donald Trump. Na reta final da campanha, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, visitou Budapeste para apoiar o Fidesz, e o próprio Trump prometeu apoio econômico ao líder húngaro. No entanto, o discurso de Magyar focado na recuperação dos serviços públicos, saúde e educação superou a retórica de Orbán sobre imigração e "interferência de Bruxelas".