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Orbán renuncia ao mandato de deputado após derrota histórica na Hungria

O líder húngaro deixa o Parlamento após 16 anos no poder

Viktor Orbán anunciou sua renúncia ao mandato de deputado
Viktor Orbán anunciou sua renúncia ao mandato de deputado Foto : ATTILA KISBENEDEK / AFP

O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, anunciou neste sábado (25) sua renúncia ao mandato de deputado, selando sua saída definitiva da linha de frente do Estado após 16 anos ininterruptos no poder.

O anúncio ocorre após a coalizão nacionalista Fidesz-KDNP sofrer uma derrota acachapante nas eleições parlamentares para o partido Tisza, liderado pelo conservador Péter Magyar. Em vídeo, Orbán declarou que se dedicará agora à "reorganização do campo nacionalista" fora do Parlamento.

A ascensão de Péter Magyar e a supermaioria

Com uma participação recorde de 77,8% do eleitorado, Péter Magyar, de 45 anos, consolidou uma vitória avassaladora. Com quase 67% das urnas apuradas, o partido Tisza já garantiu 137 dos 199 assentos da Assembleia húngara. Essa supermaioria de dois terços confere a Magyar o poder de realizar reformas constitucionais profundas, desmantelando as estruturas estabelecidas por Orbán desde 2010.

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Reações internacionais e alinhamento europeu

A vitória de Magyar foi celebrada por líderes da União Europeia, que viam em Orbán um obstáculo constante devido à sua proximidade com Vladimir Putin e críticas às sanções contra a Rússia.

A derrota de Orbán representa também um revés para a diplomacia de Donald Trump. Na reta final da campanha, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, visitou Budapeste para apoiar o Fidesz, e o próprio Trump prometeu apoio econômico ao líder húngaro. No entanto, o discurso de Magyar focado na recuperação dos serviços públicos, saúde e educação superou a retórica de Orbán sobre imigração e "interferência de Bruxelas".