Promotores húngaros inspecionam, nesta terça-feira (21), os servidores de dados do Fidesz, partido do ex-primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán, em uma investigação que apura suspeita de corrupção. A operação ocorre no momento em que o novo primeiro-ministro, Péter Magyar — à frente de um Executivo conservador e pró-Europa —, acelera ações para desmantelar a influência do antigo regime, perseguir a corrupção e recuperar bens públicos.
"O Ministério Público do condado de Bács Kiskun está realizando uma investigação penal iniciada em relação ao Fundo Nacional de Cultura pelos supostos crimes de malversação e outros delitos", confirmou à AFP a porta-voz do órgão judicial, Marianna Bodo. A porta-voz informou que detalhes adicionais não serão divulgados para não comprometer as apurações. Até o momento, não foi especificada qual instalação do Fidesz no sul do país foi alvo da ação.
Reação do partido e repercussão
O Fidesz manifestou-se por meio de nota publicada no Facebook, afirmando que os investigadores se apresentaram sem aviso prévio no centro de dados da legenda. Segundo o partido, o objetivo da operação era apreender todo o sistema de comunicações e as bases de dados. A agremiação sustentou que "não existe nenhum precedente deste tipo na Hungria desde 1990, quando terminou o comunismo".
Após a repercussão do caso, o primeiro-ministro Péter Magyar declarou em suas redes sociais ter tomado conhecimento da operação por meio dos comunicados do próprio Fidesz.