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Sufocante onda de calor atinge a costa leste dos Estados Unidos

Temperaturas chegam a 45ºC em Nova York e ameaçam eventos da Copa do Mundo e Dia da Independência

Enquanto país comemora feriado que antecede seu Dia Nacional, autoridades alertam sobre temperaturas extremas
Enquanto país comemora feriado que antecede seu Dia Nacional, autoridades alertam sobre temperaturas extremas Foto : Leonardo Munoz / AFP / CP

A costa leste dos Estados Unidos enfrenta, nesta sexta-feira, 3, temperaturas particularmente altas, com previsões de até 45ºC em Nova York, o que ameaça interromper a Copa do Mundo e as celebrações do 250º aniversário da independência nacional.

Enquanto o país comemora um feriado que antecede seu Dia Nacional, as autoridades alertam sobre as temperaturas extremas que são esperadas em várias cidades importantes. Somada à alta umidade, espera-se que o índice de calor alcance os 40ºC em Boston e na Filadélfia, e os 45ºC na capital, Washington D.C.

"Este nível de calor pode ser mortal para quem não tiver ar-condicionado adequado e não se mantiver adequadamente hidratado", advertiu o Serviço Meteorológico Nacional (NWS) do estado de Nova York. Na cidade mais populosa dos Estados Unidos, "espera-se que hoje atinja o auge da onda de calor, com temperaturas que podem chegar a 46ºC", alertou o prefeito Zohran Mamdani nesta sexta-feira pela manhã.

"Mantenham-se frescos, alertas e cuidem de seus vizinhos", pediu. Esta "perigosa onda de calor sem precedentes" afeta a metade oriental dos Estados Unidos desde o meio da semana e se espera que continue ao longo da costa leste até o sábado, 4, dia do 250º aniversário da declaração de independência dos Estados Unidos, trazendo consigo fortes tempestades elétricas.

Festividades sob risco

Com vários eventos ao ar livre planejados para a ocasião, o clima pode estragar a diversão. Em Washington D.C., está em risco a realização de um grande show em frente ao Capitólio, e a abertura pública das festividades de sábado foi adiada por várias horas.

Nesta sexta-feira pela manhã, vários pais com seus filhos pequenos se reuniram em uma piscina com sombra na capital. "Está um calor sufocante e não há para onde ir", disse à AFP Anya Gellerman, de 26 anos, com uma caixa térmica portátil na mão.

No dia anterior, o calor sufocante já havia batido recordes para 2 de julho em Washington e Boston. E as temperaturas mal baixaram durante a noite. Espera-se que esta onda de calor bata novos recordes nesta sexta-feira e no sábado, segundo os meteorologistas.

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Ela poderá afetar a Copa do Mundo da Fifa, que é realizada em Estados Unidos, Canadá e México. Embora alguns estádios tenham teto e ar-condicionado (em Atlanta, Dallas, Los Angeles), outros não, como o da Filadélfia, onde Paraguai e França se enfrentarão no sábado pelas oitavas de final.

Antes disso, as seleções de Argentina e Cabo Verde já poderiam sentir os efeitos desse calor sufocante em Miami, onde o estádio tem um grande teto, mas não possui ar-condicionado. Às 18h locais, início da partida, espera-se uma sensação térmica de 38ºC, segundo as previsões.

Impacto na infraestrutura

Embora a maioria dos prédios nos Estados Unidos contem com sistemas de ar-condicionado e refrigeração, as ondas de calor causam mais mortes no país do que os furacões e as inundações.

Esta onda de calor preocupa as autoridades por sua duração e intensidade, mas também pelas altas temperaturas noturnas que podem afetar a saúde das pessoas vulneráveis e danificar a infraestrutura. Na quinta-feira (2), a rede elétrica do estado de Nova York enfrentou problemas e as autoridades pediram aos residentes que reduzissem imediatamente seu consumo para evitar cortes de luz.

Em todo o mundo, as ondas de calor são cada vez mais intensas e frequentes devido às mudanças climáticas, causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis. A onda de calor recorde que atingiu recentemente grande parte da Europa é um claro exemplo disso.