O presidente Donald Trump advertiu nesta terça-feira (1º) ao Irã que não tome represálias pelos últimos bombardeios americanos, ou, caso contrário, enfrentará ataques ainda "mais duros e de maior intensidade".
Trump disse que os ataques desta terça-feira perto do estreito de Ormuz foram uma resposta às minas que Teerã colocou no local e ao lançamento de mísseis contra uma base americana na Jordânia.
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"Se a fracassada nação do Irã retaliar por este ataque tão justificado, será atingida novamente em um nível mais duro e de maior intensidade", disse Trump em sua rede Truth Social.
Bombardeio
A televisão estatal iraniana informou que várias explosões foram ouvidas no sul do país, ao longo do estratégico Estreito de Ormuz.
“Múltiplas explosões foram ouvidas a leste de Bandar Abbas e ao redor da ilha de Qeshm”, informou a televisão estatal. “Até o momento, não foram relatados incidentes ou danos”.
O Comando Central dos Estados Unidos anunciou que lançou ataques contra a Guarda Revolucionária do Irã em resposta a tentativas de ataques a navios no Estreito de Ormuz. A mídia iraniana informou que quatro projéteis atingiram áreas na província de Sistão-Baluchistão, no sudeste do país, a leste do Estreito de Ormuz.
"Quatro projéteis atingiram áreas nos municípios de Chabahar e Konarak", informou a agência de notícias oficial Irna, citando o oficial provincial Ali Jalilabadi, sem especificar se houve danos.
Após quase um mês de relativa calma, os Estados Unidos lançaram bombardeios no domingo contra alvos iranianos na ilha de Larak, no Estreito de Ormuz. As hostilidades se intensificaram e Teerã afirma ter respondido com ataques a bases na Jordânia e nos Emirados Árabes Unidos utilizadas pelo Exército americano.
Teerã mantém um bloqueio ao estratégico Estreito de Ormuz desde o início da guerra no Oriente Médio, desencadeada no final de fevereiro por ataques israelenses e americanos contra o Irã.
Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos. O Irã, que declarou sua intenção de cobrar pedágio, atacou inúmeros navios que acusa de tentar contornar a rota que promove. Os repetidos ataques no estreito, que era de livre passagem antes do início do conflito, contribuíram para o c