O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou, nesta segunda-feira (2), pela primeira vez, uma lista precisa de quatro objetivos para a guerra no Irã, em uma declaração feita na Casa Branca.
Para justificar a operação militar lançada no sábado, assegurou que havia aproveitado a "última e melhor chance" para atacar. "Em primeiro lugar, estamos destruindo as capacidades de mísseis balísticos do Irã", declarou Trump, que falou sobre o conflito antes de uma cerimônia de entrega de condecorações ."Em segundo lugar, estamos aniquilando sua Marinha", acrescentou.
"Em terceiro lugar, estamos garantindo que o principal patrocinador mundial do terrorismo nunca possa ter uma arma nuclear", continuou. "Por fim, estamos garantindo que o regime iraniano não possa continuar armando, financiando e dirigindo exércitos terroristas fora de suas fronteiras", concluiu Trump, em referência aos grupos armados vinculados a Teerã no Oriente Médio, como o Hezbollah libanês ou o Hamas palestino.
Em entrevista hoje, Trump afirmou que os Estados Unidos estão "dando uma surra no Irã”, mas alertou que a fase mais devastadora da ofensiva ainda está por vir. "A grande onda nem aconteceu ainda. A grande [onda] está chegando em breve", declarou Trump ao jornalista Jake Tapper, da CNN, sinalizando que o Pentágono prepara um bombardeio de proporções superiores aos ataques realizados no último fim de semana.
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Extensão de guerra
Trump afirmou que o ataque contra o Irã está cumprindo seus objetivos antes do previsto, mas também advertiu que a guerra poderia se estender "muito além" do que estimou inicialmente, em torno de um mês.
"Já estamos muito à frente de nossas projeções de tempo", disse Trump na Casa Branca, e acrescentou: "Desde o princípio projetamos quatro ou cinco semanas, mas temos capacidade para ir muito além. Faremos isso".
Poderio militar inigualável e ajuda interna
Trump celebrou o desempenho das tropas americanas, classificando a operação como "muito poderosa" e reforçando a confiança no uso da força bruta para neutralizar o regime de Teerã.