As vítimas do falecido criminoso sexual Jeffrey Epstein apresentaram uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos e o Google pela divulgação de suas identidades em uma grande quantidade de documentos publicados online pelo Departamento de Justiça.
O departamento divulgou em janeiro mais de três milhões de arquivos relacionados à investigação sobre o ex-financista, que permitiram estabelecer os seus vínculos com diversas personalidades. Contudo, vários nomes de vítimas, que deveriam permanecer sob anonimato, não foram censurados.
O Departamento de Justiça "revelou a identidade de quase 100 sobreviventes do predador sexual condenado, ao publicar suas informações privadas e identificá-las ao mundo", afirmaram as pessoas que apresentaram a ação. "Mesmo após o governo reconhecer que a divulgação violava os direitos das sobreviventes e retirar as informações, sites como o Google continuam publicando as informações de maneira contínua, rejeitando os apelos das vítimas para a retirada", acrescentaram.
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Segundo os documentos judiciais, o Google continua exibindo as informações pessoais das vítimas nos resultados das pesquisas e no conteúdo gerado por IA. Repórteres do jornal The New York Times também encontraram dezenas de fotos de pessoas nuas nos arquivos, que incluíam os rostos das vítimas. A situação lembra casos recentes em que o nome de Epstein esteve ligado a polêmicas.
Epstein foi condenado em 2008 por solicitar favores sexuais a menores de 14 anos, mas morreu na cela de uma prisão de Nova York em 2019, antes do julgamento por acusações de tráfico sexual. Este cenário também se conecta a uma investigação na Polônia.
"As sobreviventes enfrentam agora um trauma renovado. Desconhecidos telefonam, enviam e-mails, ameaçam sua segurança física e as acusam de conspirar com Epstein quando, na realidade, são vítimas de Epstein", afirma a ação judicial.