Polícia

"Acidente infeliz", diz defesa de motorista que guiou com corpo de mulher preso sobre carro em Giruá

Advogado Valdir Fontoura de Souza Júnior diz que cliente afirma não ter ingerido álcool antes de atropelar Viviana Villalba na RS 344

Mulher ficou com corpo pendurado no teto de carro após morrer atropelada no Noroeste do RS
Mulher ficou com corpo pendurado no teto de carro após morrer atropelada no Noroeste do RS Foto : BM / CP

A defesa do motorista que atropelou uma mulher e seguiu trajeto com o corpo dela preso na capota do veículo classificou o caso como “um acidente de trânsito infeliz”. O caso ocorreu na madrugada do último domingo, quando o homem de 21 anos guiava de Santo Ângelo para Giruá, a bordo de um guiava um Volkswagen Fox, na RS 344. Ele retornava da comemoração do próprio aniversário.

De acordo com o advogado Valdir Fontoura de Souza Júnior, que representa o condutor, o jovem alega que não houve ingestão de bebida alcoólica antes da tragédia. Na data dos fatos, ele teria recusado fazer o teste do bafômetro por orientação de outro profissional, que não está mais no caso.

"Foi um infeliz acidente trânsito. Uma tragédia, que tomou proporções maiores do que deveria. Nosso cliente acionou a Brigada Militar, e próprios policiais que atenderam a ocorrência não constataram estado de embriaguez. A perícia também confirma a dinâmica dos fatos narrados. Ele está comprometido a prestar todos os esclarecimentos às autoridades, e isso cabalmente vai culminar na absolvição e com a situação prontamente arquivada”, afirmou Fontoura de Souza.

Ainda segundo o advogado, há relatos de testemunhas que afirmam ter visto a vítima consumir drogas antes de ser atropelada. Fontoura também diz que o cliente tentou contatar os familiares da mulher, mas eles já tinham retornado para a Argentina, onde ela nasceu e foi enterrada.

Quem era a vítima

A vítima foi identificada como Viviana Villalba, que completaria 22 anos no último domingo. Quando morreu, vestia apenas um moletom. O corpo dela estava no Posto Médico-Legal (PML) de São Luiz Gonzaga desde então, sendo liberado por volta das 8h45min de quarta-feira.

O traslado ao país vizinho foi realizado no mesmo dia, por meio de balsa, às 15h30min. A administração municipal de Giruá custeou as despesas do trâmite até território argentino, onde a responsabilidade do processo ficou por conta das autoridades locais.

Após o velório, na igreja evangélica Don Ector Molinua, Viviana foi sepultada na localidade de Pueblo Illia, no município de Dos de Mayo, na província de Misiones, onde nasceu. Ela deixa uma filha de apenas quatro anos.

Viviana trabalhava e morava há duas semanas em uma boate no entorno da rodovia em que foi atropelada. No entanto, segundo a proprietária, ela já frequentava o local de forma esporádica antes disso.

Relembre o caso

No último domingo, próximo às 4h, Viviana foi atingida por um Volkswagen Fox no quilômetro 65 da RS 344. A jovem vestia apenas um moletom.

O automóvel era pilotado por um homem, 21 anos, que retornava de uma festa em Santo Ângelo. Ele alegou em depoimento que pensou ter atropelado um animal, porque o excesso de neblina no trecho dificultava a visibilidade, e que não teria parado ali devido ao medo de ser assaltado em um local inóspito.

Uma passageira que sentava ao lado do condutor teria notado algo similar a uma perna humana no vidro traseiro, mas o veículo circulou por mais três quilômetros. Já na casa do homem, os dois desembarcaram na garagem e viram o cadáver preso no topo do veículo.

A dupla acionou a Brigada Militar, que esteve no imóvel ao lado do Instituto-Geral de Perícias (IGP). Depois, o motorista se apresentou voluntariamente à Polícia Civil, mas recusou fazer teste do bafômetro. A ocorrência foi registrada como homicídio culposo, ou seja, quando não há intensão de matar. Ele responde em liberdade.

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