Polícia

Campanha busca conscientização contra violência de gênero

Iniciativa reforça papel institucional na criação de ambientes respeitosos na construção civil

Iniciativa leva técnico aos canteiros de obras para dialogar com trabalhadores
Iniciativa leva técnico aos canteiros de obras para dialogar com trabalhadores Foto : Sticc / Divulgação / CP

Diante da triste realidade dos casos registrados no Rio Grande do Sul, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de Porto Alegre (STICC) intensificou sua atuação e está levando a campanha “Respeito é o Alicerce de Tudo!” diretamente aos canteiros de obras.

Mais do que uma manifestação institucional, a iniciativa conta com a presença ativa de um grupo técnico que está visitando as obras, dialogando com os trabalhadores, distribuindo materiais informativos e promovendo reflexão consciente e responsável dentro do ambiente de trabalho.

A ação reforça o papel do sindicato não apenas na defesa dos direitos trabalhistas, mas também na construção de uma sociedade mais justa e respeitosa. O canteiro de obras, espaço onde se constroem prédios e sonhos, também precisa ser espaço de construção de valores.

A ação do STICC, além do seu caráter informativo e contribuição social, considera importante destacar que a participação das mulheres nos canteiros cresceu significativamente.

A participação feminina no setor da construção cresceu 120% na última década. Somente entre 2022 e 2024 segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aumentou 22% embora ainda modesto diante da predominância masculina no setor, representa uma mudança estrutural e simbólica portanto é , também, importante o sindicato realizar ações práticas no respeito ao universo feminino dentro e fora dos canteiros.

A campanha nasce da indignação diante da escalada da violência contra a mulher, mas se fortalece na ação concreta. O STICC deixa claro que a violência não é explosão emocional, não é acidente, não é “erro de percurso”. Assim como em uma obra, a violência não surge de repente. Ela decorre da negligência contínua, da ausência de correção ao longo do tempo — como trincas ignoradas, sobrecarga não avaliada ou um alicerce mal dimensionado. Pequenas falhas iniciais podem evoluir para consequências graves e, muitas vezes, irreversíveis.

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