A investigação sobre a morte de Tereza de Jesus Trindade da Silva, em Roque Gonzales, teve uma reviravolta e deixou de ser tratada como feminicídio. A Polícia Civil passou a enquadrar o caso como homicídio qualificado, após o avanço das investigações, que também resultaram em novas prisões.
Inicialmente, a principal linha de apuração indicava feminicídio, com o companheiro da vítima como suspeito. No entanto, com a evolução da investigação, ele foi liberado e deixou de figurar como investigado no caso. A confirmação foi feita pela delegada responsável, Tanea Regina Bratz.
Na quarta-feira, um homem de 35 anos foi preso preventivamente por suspeita de participação no crime. Conforme a Polícia Civil, ao menos três pessoas são investigadas. Um segundo envolvido já havia sido preso temporariamente, enquanto um terceiro segue foragido.
O crime ocorreu no dia 4 de fevereiro, quando Tereza, de 49 anos, foi baleada no rosto e no braço. Ela chegou a ser socorrida e permaneceu internada por dias, mas não resistiu aos ferimentos. A motivação do crime ainda está em investigação.
A mudança na tipificação também impacta os dados oficiais de violência contra a mulher no Estado. Com a reclassificação, o caso deixa de integrar a estatística de feminicídios. Assim, o Rio Grande do Sul passa a contabilizar 26 feminicídios em 2026, e não mais 27, como chegou a ser divulgado anteriormente após ocorrências recentes. Esse tipo de atualização pode ocorrer ao longo das investigações, conforme novos elementos são apurados e confirmados.
As investigações seguem em andamento para esclarecer a dinâmica do crime e a participação de cada um dos envolvidos. A motivação apurada pela Polícia Civil para o cometimento do crime não foi informada.
Inicialmente preso como suspeito, o companheiro da vítima havia alegado, em depoimento, que a vítima estava discutindo com uma vizinha quando um homem teria chegado ao local em um carro, observado a cena e depois efetuado os disparos.