O júri dos acusados pela morte da estudante Sarah Domingues e do comerciante Valdir dos Santos Pereira, que havia começado na quinta-feira, em Porto Alegre, foi dissolvido no fim da noite, após os advogados de defesa de dois dos réus abandonarem o plenário e a Defensoria Pública ser desconstituída. Uma nova data será marcada para o julgamento dos três acusados.
O crime ocorreu em 2024, na Ilha das Flores, na Capital. Conforme o Ministério Público, o comerciante foi morto por se opor à atuação do tráfico de drogas na comunidade onde vivia. Sarah estava no local realizando entrevistas para seu Trabalho de Conclusão de Curso quando foi atingida pelos disparos.
O júri foi presidido pelo Juiz Francisco Luís Morsch, da 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, e teve início pela manhã, no Foro Central I. Seis testemunhas foram ouvidas ao longo do dia. Os trabalhos prosseguiam durante a noite, com a oitiva de testemunhas de defesa, quando o júri foi suspenso.
O Correio do Povo tenta contato com os advogados por um posicionamento, mas ainda não obteve a resposta. A Defensoria Pública que defende um dos réus afirmou que se manifestará apenas nos autos do processo e no próprio júri.
Relembre o caso
Conforme a denúncia do MPRS, Valdir era o alvo da ação criminosa por se opor à atuação do tráfico de drogas na comunidade onde vivia. Sarah estava no local realizando entrevistas para o TCC quando foi atingida pelos disparos.
O crime ocorreu em 23 de janeiro de 2024. Segundo a acusação, os investigados passaram pelo local em uma motocicleta e efetuaram os disparos. Inicialmente, quatro pessoas foram denunciadas pelos homicídios qualificados por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa das vítimas, com utilização de arma de fogo de uso restrito. Uma delas foi impronunciada pela Justiça e, por isso, três são julgadas nesta sessão.