A morte do agricultor Marcos Daniel Nörnberg completa seis meses nesta quarta-feira ainda sem uma conclusão das investigações. Na madrugada de 15 de janeiro, ele e a esposa Raquel Motta Nörnberg dormiam na residência na zona rural de Pelotas quando, por volta das 3h, PMs da Brigada Militar realizou uma ação na buscas de bandidos que supostamente estariam no local. Após uma discussão sobre ser ou não a casa onde os procurados estariam escondido, o produtor de morangos acabou morto a tiros.
A Polícia Civil aguarda os laudos das simulações realizadas pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) com as versões de como ocorreram os fatos. Na madrugada do dia 13, ocorreu o simulado com 10 dos 18 policiais da Brigada Militar.
Após uma divergência do advogado da família com o IGP, já que o órgão queria reproduzir a visão da família de como ocorreram os fatos durante o dia, o que não foi aceito. Desta forma, a simulação foi realizada na noite do dia 18. Em nota, o instituto de perícias informou que os trabalhos relacionados aos laudos das Reproduções Simuladas dos Fatos (RSF) seguem em andamento.
Enquanto espera uma conclusão, Raquel conta que esteve em Brasília, no Ministério dos Direitos Humanos, onde denunciou o caso. "Conversei com representantes de diversos órgãos federais e fui orientada que o melhor caminho seria este, pois, pelo que me explicaram, em todos os crimes que estão em análise, tanto eu, quanto o Marcos, tivemos nossos direitos violados", explica.
Raquel afirma ainda que o seu único objetivo é que os culpados paguem pela morte do marido. Ela conta que, assim como a Polícia Civil, que não concluiu a investigação, também não há um retorno sobre o Inquérito Policial Militar. Recentemente, a promotora pediu a Corregedoria mais diligências. "Continuo vivendo um dia de cada vez. Enquanto tudo isto não tiver um resultado não consigo seguir em frente", lamenta.
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