A Polícia Civil segue aguardando o laudo da necropsia, que irá apontar a causa morte da mulher de 59 anos, que faleceu após uma possível transfusão de sangue errônea ocorrida no Hospital Universitário de Santa Maria. O tipo de sangue da vítima era O e ela recebeu duas bolsas tipo AB. A vítima, que estava com a filha, começou a passar mal, tendo um ataque cardíaco, o que caracteriza reação transfusional aguda. Ela foi levada para a Sala Vermelha e depois para UTI, onde permaneceu até falecer na manhã de 7 de agosto, um dia após a transfusão de sangue.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Santa Maria. O delegado Adriano de Rossi informou que foram ouvidas uma técnica de enfermagem e uma médica, além da filha da vítima. "Agora aguardamos o laudo da necropsia que vai apontar se ela realmente morreu em decorrência da transfusão de sangue. Com isto estamos na dependência do posto médico de Santa Maria para poder encerrar a investigação", projetou.
Ele conta que a técnica de enfermagem ouvida esclareceu que há itens a serem checados por quem realiza a transfusão. "Um dos itens é perguntar o nome do paciente que vai receber a transfusão. Pelo que apuramos, a enfermeira que iria fazer a transfusão, nesse meio tempo, foi abordada pela filha da vítima por conta da saída do acesso venoso. Acredita-se que possa ser neste momento que ela tenha se confundido, mas a princípio o checklist não foi feito", enfatizou.
Ele destaca que existe um prazo de 30 dias para encerrar uma investigação no caso de alguém estar preso. "Como neste caso não há presos até o momento, temos mais tempo para encerrar a investigação. Acredito que a técnica e a médica esclareceram pontos sobre os procedimentos adotados na transfusão e o que realmente ocorreu", disse. Caso se confirme a transfusão errônea como a causa morte, a profissional poderá ser indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.