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Polícia faz buscas nas casas de esposa, mãe e irmão de PM suspeito do desaparecimento de família em Cachoeirinha

Diligências com apoio do canil do Corpo de Bombeiros também ocorreram na área rural de Gravataí

PC fez buscas na casa de Milena Ruppenthal Domingues
PC fez buscas na casa de Milena Ruppenthal Domingues Foto : Marcel Horowitz / CP

A Polícia Civil fez buscas nesta sexta-feira na casa de Milena Ruppenthal Domingues, companheira do policial militar Cristiano Domingues Francisco, 39 anos, investigado por envolvimento no sumiço da ex-esposa Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e dos pais dela, Isail e Dalmira Aguiar, 69 e 70 anos, em Cachoeirinha. A ação também ocorreu em imóveis da mãe do suspeito e do irmão dele, Wagner Domingues, além de em um terreno na área rural em Gravataí.

Nas propriedades ligadas ao irmão e à mãe do PM, as diligências contaram com o apoio do canil do Corpo de Bombeiros. As equipes também utilizaram picaretas para escavar o solo, em busco de evidências.

Cães farejadores também foram utilizados na área rural de Gravataí, em buscas no sítio da família do PM. Segundo os bombeiros, cada animal tem capacidade de sentir odores em um raio de até 500 metros. Ainda no local, houve escavações no entorno de uma área de poço, que passou por obras de aterramento.

Apenas uma equipe de policiais civis esteve na casa de Milena Ruppenthal Domingues, onde houve buscas em cômodos, armários, gavetas e no forro do teto. Um notebook foi apreendido.

A reportagem contatou a advogada Suelén Lautenschleger, que defende Milena Ruppenthal Domingues, mas ela disse que ainda não tinha informações sobre o que teria motivado tal medida. A advogada havia dito anteriormente que sua cliente jamais cometeu crimes e que entregou senhas de celular e notebooks à Polícia Civil, cooperando na elucidação dos fatos.

No início deste mês, a casa de um amigo de Milena também foi alvo de buscas, em Viamão, onde um videogame foi apreendido. O homem e seu namorado, ambos com idades entre 20 e 30 anos, conheceram o PM a partir dela.

A investigação aponta que Milena, Cristiano e os rapazes se encontraram no Stop Food Park de Cachoeirinha, por volta das 20h30min, em 24 de janeiro. O filho de nove anos do PM, fruto do relacionamento com Silvana, os acompanhava. Ainda na data, pai e filho seguiram para o churrasco de aniversário de um conhecido. Milena e os amigos resolveram continuar a noite em um pub.

Cristiano e seu filho chegaram em casa na madrugada de 25 de janeiro. A criança estava em posse de um videogame, sendo o aparelho emprestado pelo mesmo jovem que foi alvo de buscas em Viamão. O moço foi liberado após prestar depoimento.

O PM está preso temporariamente no Batalhão de Policia de Guarda da Brigada Militar, em Porto Alegre, desde 10 de fevereiro. Ele nega envolvimento no sumiço das vítimas.

"A defesa de Cristiano, diante da prorrogação da prisão temporária por mais 30 dias, vai acompanhar o andamento das investigações, estando por seus familiares à disposição de manter a efetiva colaboração com as autoridades. Por fim, irá se debruçar sobre a decisão e seus fundamentos, para analisar eventual combate por via de habeas corpus”, disse o advogado Jeverson Barcellos, que defende Cristiano.

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Relembre o sumiço da família Aguiar

Silvana desapareceu no dia 24 de janeiro. Na data, câmeras de segurança registraram duas entradas de um Volkswagen Fox vermelho no imóvel dela. Os registros mostram a chegada desse carro no portão, pelas 20h35min, com saída ocorrendo depois de aproximadamente oito minutos.

É possível ver na filmagem que, por volta das 21h28min, o carro branco de Silvana chega na casa, não saindo mais da garagem. Após, próximo às 23h30min, o tal Fox volta para a residência, onde fica por pouco mais de dez minutos, antes de deixar o local novamente. A 2ª DP de Cachoeirinha, à frente dos trabalhos, apura a identificação da placa desse automóvel, suspeitando de possível clonagem.

Na mesma data, um texto em nome de Silvana foi publicado nas redes sociais, relatando suposto acidente de trânsito que ela teria sofrido enquanto voltava de Gramado, na Serra gaúcha. A investigação aponta que tal colisão jamais aconteceu.

Isail e Dalmira desapareceram em 25 de janeiro, um dia depois da filha. Eles teriam sido alertados por vizinhos sobre a postagem do acidente. Ao tentarem registrar boletim de ocorrência, encontraram a DP fechada, decidindo então pedir ajuda ao ex-genro, por ele ser PM. Horas depois, foram vistos pela última vez, entrando em um veículo desconhecido.

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