Polícia

Policiais de Pelotas prendem seis pessoas em operação em São Paulo e no Rio de Janeiro

Médica de Pelotas teve prejuízo de aproximadamente R$ 331 mil

Durante a operação foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos
Durante a operação foram apreendidos aparelhos eletrônicos e documentos Foto : Divulgação / Polícia Civil / CP

A 2ª Delegacia de Polícia, de Pelotas, deflagrou nesta quarta-feira nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Operação Mar Paulista, voltada ao combate de um esquema de estelionato eletrônico, conhecido como falsa central bancária. A investigação começou após uma médica, residente em Pelotas, ser induzida, mediante contato de falso gerente de banco, a realizar diversas transferências via PIX, resultando em prejuízo de aproximadamente R$ 331 mil.

A partir das diligências realizadas com base na análise de quebras de sigilo bancário e telemático, foi possível identificar a atuação estruturada de um grupo criminoso com ramificações nos dois estados, dividido entre um núcleo responsável pela aplicação dos golpes e outro voltado à movimentação e ocultação dos valores. Estão sendo cumpridas cinco prisões e nove mandados de busca e apreensão no Estado de São Paulo, além de uma prisão preventiva e cinco mandados de busca e apreensão na cidade de Campos dos Goytacazes (RJ).

No território paulista, os policiais da 2ª DP Pelotas contaram com apoio da Polícia Civil local, enquanto, no Rio de Janeiro, as diligências são realizadas pela Polícia Civil carioca. Além disso, foi realizado bloqueio de todas as contas utilizadas no esquema, bem como sequestro dos valores. Além das prisões, o objetivo é a apreensão de aparelhos eletrônicos e documentos, bem como a coleta de provas que contribuam para o completo esclarecimento dos fatos. As investigações prosseguem com a finalidade de identificar outros envolvidos e buscar a recuperação dos valores subtraídos.

De acordo com o delegado César Nogueira, responsável pela investigação, a atuação integrada entre as organizações policiais e o uso de ferramentas de inteligência foram fundamentais para identificar a estrutura do grupo criminoso, que atuava de forma coordenada e com divisão de tarefas. A Polícia Civil alerta que instituições financeiras não solicitam transferências ou dados sensíveis por telefone.

Em caso de contato suspeito, a orientação é interromper imediatamente a ligação e buscar contato direto com sua agência bancária ou com os canais oficiais do banco, a fim de confirmar qualquer informação antes de realizar qualquer operação. A Polícia Civil ressalta, ainda, a importância da prevenção a esse tipo de crime. Recentemente, foi lançada a campanha "Te Liga: Tem Cara de Golpe", iniciativa do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC), que busca conscientizar a população sobre golpes virtuais, especialmente aqueles praticados por meio de contatos telefônicos em que criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras.

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