A Polícia Civil do Rio de Janeiro (RJ), com o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), deflagrou, neste domingo, a Operação Desfaçatez, com o objetivo de desarticular um núcleo criminoso que atuava em ambientes virtuais promovendo radicalização, maus-tratos a animais, incentivo à automutilação e o planejamento de atos violentos.
Um dos crimes seria o ataque a um homem em situação de rua, no Rio de Janeiro, neste domingo. Três pessoas investigadas foram detidas. Os mandados foram cumpridos em Vicente de Carvalho, na zona Norte, e Bangu, na zona Oeste. Segundo as investigações, o núcleo da organização pretendia cometer o assassinato de forma brutal, com a transmissão ao vivo pela internet.
A ofensiva é fruto de acompanhamento do Ciberlab, que identificou a participação de adolescentes e adultos em grupos públicos de aplicativos de mensagens e redes sociais. Nesses ambientes, os investigados articulavam práticas de extrema crueldade, associadas a discursos de ódio, simbologias extremistas, radicalismo religioso e outras manifestações de extremismo.
- Duas mulheres são presas com 191 canetas de Mounjaro no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre
- Seis feminicídios em menos de 24h: um problema educacional.
- Mulher de 54 anos é vítima de feminicídio em Bento Gonçalves
O Ciberlab integra a Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). As investigações revelaram que o grupo atuava de forma coordenada, disseminando conteúdo violento e promovendo apologia a crimes com a automutilação coletiva de meninas, crueldade contra animais e incitação ao extremismo religioso.
Os três homens detidos neste domingo são apontados como líderes do grupo e executores da comunidade criminosa virtual. Um deles se apresentava publicamente como ativista ambiental e protetor dos animais, o que contrastava brutalmente com sua conduta nas redes, onde promovia e compartilhava atos de extrema violência perversidade.
A ação contou com apoio do Núcleo de Observação e Análise Digital da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SP).
Desfaçatez
O nome da operação, Desfaçatez, refere-se à dissimulação e ao descaramento com que os investigados mantinham uma imagem pública de respeito à vida, ao meio ambiente e à ética, enquanto nos bastidores digitais atuavam com crueldade, intolerância e perversidade. A escolha do nome destaca o contraste entre a fachada de ativismo e a realidade de crimes extremos.