Polícia

Projeto CAO na Estrada fortalece e qualifica a rede de enfrentamento à violência doméstica na Região Carbonífera

Iniciativa do Ministério Público, que se iniciou em 2023, já impactou mais de 2,8 mil pessoas em 270 cidades; nesta quarta-feira a ação chegou à cidade de Triunfo

A proposta é fortalecer a rede existente, deixando-a mais articulada, eficiente e também mais acolhedora
A proposta é fortalecer a rede existente, deixando-a mais articulada, eficiente e também mais acolhedora Foto : MPRS / Divulgação / CP

O Projeto CAO na Estrada, uma iniciativa do Ministério Público do Rio Grande do Sul, que visa fortalecer a articulação em rede e qualificar as ações de prevenção e de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, esteve nesta quarta-feira na cidade de Triunfo realizando uma série de ações de sensibilização. O encontro aconteceu durante toda a manhã no Teatro Municipal da cidade e reuniu diversos representantes da saúde, educação, segurança e outros setores de municípios da Região Carbonífera, como General Câmara, Vale Verde, São Jerônimo, Arroio dos Ratos, Barão do Triunfo e Charqueadas.

De acordo com a promotora de Justiça, Ivana Battaglin, coordenadora do Centro de Apoio Operacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher do MPRS, o CAO na Estrada trata-se de um projeto itinerante que se iniciou em setembro de 2023 e já capacitou 2.821 pessoas de 270 cidades, através das 18 edições realizadas. "O objetivo principal das ações é fazer com que as cidades gaúchas tenham efetividade e se mantenham articuladas em rede; que se comuniquem para que haja uma tomada de decisões de forma rápida e eficaz para proteger a essa mulher, vítima de violência." A proposta, segundo a coordenadora, é criar uma rede articulada e eficiente.

"O projeto auxilia a rede a trabalhar e a entender o que fazer quando essa mulher se aproxima para pedir ajudar. Entender que essa vítima não está apenas fragilizada, mas em situação de vulnerabilidade socioeconômica." A ideia, conforme a promotora, é que fortalecer essa estrutura para que atue de forma mais humanizada e acolhedora a fim de evitar que essa mulher seja revitimizada e julgada, pois "caso isso aconteça, caso ela não encontre o apoio que necessita, essa mulher não volta mais. É extremamente necessário fomentar o engajamento dos envolvidos para que não se atue de forma fragmentada."

Ivana diz que se tem identificado resultados positivos com a execução do projeto em diversas cidades gaúchas na busca de respostas para os problemas. Mas, em contrapartida, a promotora destaca que os números ainda se mostram em um crescente de violência. "Estamos diante de um problema complexo e multicausal, em que é necessário e enfrentamento por diversos setores do poder público e da sociedade."

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