Polícia

RS chega a 39 feminicídios após reviravolta na investigação de morte de jovem no Norte do Estado

Caso inicialmente tratado como homicídio passa a ser investigado como crime passional após avanço da apuração

O Rio Grande do Sul chegou a 39 feminicídios em 2026 após reviravolta na morte de uma jovem de 25 anos em Barão de Cotegipe, no Norte do Estado. O caso, inicialmente tratado como homicídio, foi reclassificado após o avanço das investigações da Polícia Civil.

A vítima, identificada como Ariane Padilha, foi morta a tiros no dia 6 de junho. Na ocasião, a investigação apontava que o crime teria sido motivado por uma discussão, sem relação com violência de gênero. No entanto, novas informações indicam que o autor dos disparos, um adolescente de 17 anos, mantinha um relacionamento com a jovem, o que levou à mudança de enquadramento.

Além do menor, já apreendido, um segundo suspeito, de 20 anos, foi preso por envolvimento no crime. Conforme apurado, ele teria dado apoio logístico à ação, sendo responsável por buscar o adolescente e levá-lo até a residência da vítima no momento do ataque.

O pai da jovem, de 60 anos, também foi atingido por um disparo ao tentar intervir e segue como vítima sobrevivente do caso.

Com a nova linha de investigação, a Polícia Civil passa a tratar o episódio como feminicídio. Por consequência, a reclassificação eleva o número de casos registrados neste ano. No Estado

A investigação segue em andamento para esclarecer a dinâmica completa do crime, a participação dos envolvidos e a motivação do ataque às vítimas.

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