O Tribunal do Júri em Camaquã condenou seis acusados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) pelos crimes de homicídio qualificado consumado de um refém, quatro tentativas de homicídio contra policiais civis do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) e outros delitos conexos. Na acusação, atuaram os promotores de Justiça Lucas Codeceira e Fernando Mello Müller, este último designado Núcleo de Apoio ao Júri.
Um dos réus foi condenado a 39 anos e 1 mês de reclusão, além de 2 meses e 21 dias de detenção; outro recebeu pena de 38 anos e 5 meses de reclusão e 2 meses e 21 dias de detenção; um terceiro foi sentenciado a 33 anos e 6 meses de reclusão e 2 meses e 10 dias de detenção; um quarto a 29 anos e 6 meses de reclusão e 2 meses de detenção; e um quinto a 37 anos e 3 meses de reclusão, além de 2 meses de detenção, todos condenados por todos os crimes denunciados. Um sexto réu foi condenado a 1 ano de detenção por porte, absolvido das acusações de associação e receptação.
O MPRS sustentou que, durante os crimes, houve o uso de armas de fogo de uso restrito e a atuação contra agentes da segurança pública no exercício da função, além de demonstrar que o grupo estava fortemente armado e reunido em uma propriedade rural com o objetivo de executar um desafeto ligado ao tráfico de drogas. Ao serem abordados e identificados por equipes da Polícia Civil, os réus passaram a efetuar disparos contra os policiais, caracterizando as tentativas de homicídio qualificado. Os crimes ocorreram em 22 de fevereiro de 2022.
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