Polícia

Suspeito de matar mulher e enterrar corpo no porão de casa em Canoas tem prisão preventiva decretada

Edilene Silveira Sartori foi golpeada com pesos de academia e esfaqueada mais de 15 vezes por companheiro, diz Polícia Civil

Cova em porão de imóvel onde corpo de mulher foi localizado
Cova em porão de imóvel onde corpo de mulher foi localizado Foto : Polícia Civil / CP

O suspeito de assassinar uma mulher e enterrar o corpo no porão, em Canoas, teve a prisão preventiva decretada. A informação foi confirmada na manhã desta terça-feira pela Polícia Civil, após a audiência de custódia do homem de 41 anos no Núcleo de Gestão Estratégica do Sistema Prisional (Nugesp). A vítima foi identificada como Edilene Silveira Sartori, de 38 anos, companheira do investigado.

De acordo com a titular da Delegacia da Mulher (Deam) de Canoas, Angélica Giovanella, o corpo estava enterrado no porão de um imóvel, e não no pátio, conforme divulgado inicialmente. O espaço fica na casa da avó do suspeito, em frente à residência dele, sendo que ambos moram em uma propriedade no Beco do Silveira, no bairro Estância Velha.

"O cadáver estava enterrado em um porão. O local é estreito e de difícil acesso, por isso os policiais precisaram ficar quase de joelhos para conseguir entrar ali”, disse a delegada Angélica Giovanella.

A vítima foi localizada na madrugada de segunda-feira, próximo às 2h30min, quando agentes da Deam e uma guarnição do 15º BPM faziam averiguações no terreno. O que chamou atenção da equipe foi uma área com amontoados de terra revirada, além de estacas de madeira cravadas no solo, no entorno do porão.

A vítima foi assassinada com golpes de pesos de academia na cabeça, seguidos por mais de 15 facadas. Apesar de inicialmente ter negado participação no crime, o homem acabou confessando o assassinato depois que o corpo dela foi encontrado. Ele teria alegado que “perdeu a razão” após ser questionado pela mulher sobre suposto abuso sexual de um dos filhos dela.

No domingo, o depoimento do homem na delegacia já havia gerado desconfiança de policiais. Na ocasião, a mulher ainda constava como desaparecida. Ocorre que, ao ser indagado sobre o caso, ele teria aparentado nervosismo e oferecido respostas desconexas aos questionamentos.

Relacionamento era mantido em sigilo por vítima

Edilene trabalhava em uma loja de celulares. Ela deixa três filhos, de 16, 13 e 8 anos. O suspeito, que é motorista particular de empresas, a conhecia desde a infância. O relacionamento deles, contudo, seria recente e estaria em sigilo.

A Polícia Civil destaca que a vítima não havia prestado queixas de violência doméstica, nem pedido medida protetiva de urgência. Entretanto, o caso era mantido em segredo por ela devido a alegações de abuso infantil contra o homem. O Departamento Estadual da Criança e do Adolescente (Deca) abriu investigação sobre as denúncias.