Três homens denunciados pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) foram condenados pelo Tribunal do Júri, em Porto Alegre, por homicídio qualificado e associação criminosa armada, em julgamento relacionado a um crime ocorrido em 11 de outubro de 2014, no bairro Restinga. A vítima, de 45 anos, pai de família, foi morto por engano enquanto tomava chimarrão em uma praça.
Conforme a denúncia do MPRS, os criminosos tinham como alvo outra pessoa que estava próxima da vítima. Os disparos atingiram fatalmente o homem inocente, transfixando os pulmões e causando hemorragia interna. Ele ainda tentou correr, mas caiu em frente à própria casa, na presença da esposa e do filho.
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Dois dos réus, apontados como mandantes do crime, foram condenados a 24 anos, sete meses e 22 dias de reclusão. O terceiro réu, responsável por conduzir a motocicleta que transportou os executores, recebeu pena de 13 anos e nove meses de prisão. Um dos executores já havia sido condenado em júri anterior. Os mandantes arquitetaram o crime de dentro do Presídio Central.
Durante o julgamento, a esposa da vítima prestou um depoimento emocionado aos jurados, reforçando o perfil íntegro do marido, que não possuía antecedentes criminais e era conhecido por sua dedicação à família e ao trabalho, em uma creche.
O promotor de Justiça Vinícius de Melo Lima, que atuou em plenário, destacou a importância da decisão: “Tratou-se da vitória da civilização contra a barbárie. Os jurados responderam sim à defesa da vida e ao fato de que o crime não compensa.”