Política

Alcolumbre inclui PEC do fim da escala 6x1 na pauta do Senado para dois dias após o primeiro turno

Proposta que acaba com a escala de seis dias trabalhados para um de folga foi aprovada na Câmara dos Deputados em maio

São necessários votos de três quintos dos 81 senadores, em dois turnos, para que a PEC seja aprovada
São necessários votos de três quintos dos 81 senadores, em dois turnos, para que a PEC seja aprovada Foto : Carlos Moura / Agência Senado / CP

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) decidiu pautar para 6 de outubro, terça-feira, dois dias após o primeiro turno das eleições a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1. A pauta é defendida pelo presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva.

A PEC já foi aprovada pela Câmara dos Deputados em maio, e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado em setembro. Se for aprovada no plenário pelos senadores, sem alterações, poderá ser promulgada e entrar em vigor. São necessários votos de três quintos dos 81 senadores, em dois turnos, para que a PEC seja aprovada. Ou seja, o governo Lula precisa mobilizar 49 votos, em duas rodadas de apreciação.

Se a PEC for alterada pelos senadores, será necessário que a Câmara faça uma nova análise do texto. A proposta é a única pauta da sessão.

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A PEC reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, com limite de oito horas diárias, e assegura dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais preferencialmente aos domingos. A proposta também estabelece que a implementação da medida nos contratos ocorrerá sem redução salarial.

O texto permite que uma lei complementar institua medidas transitórias de mitigação de impactos em favor dos microempreendedores individuais, das micro empresas, e das empresas de pequeno porte, condicionadas à manutenção dos níveis de emprego.

Segundo a PEC, após dois meses da publicação da emenda, a duração do trabalho normal não poderá exceder 42 horas. Após um ano, a jornada cai para 40 horas.

A oposição tenta emplacar uma PEC alternativa, que mantém as regras atuais da CLT, mas permite que trabalhador e empregador optem por um regime flexível, de pagamento por horas trabalhadas. Os dois lados poderiam definir diretamente carga horária, e o contrato individual prevaleceria sobre acordos e convenções coletivas.

Senadores de oposição criticam a proposta, que chamam de eleitoreira. “O governo está preocupado com esse projeto por um motivo: ele quer se reconectar com a sociedade, porque o desgaste está grande e vai perder as eleições”, afirmou o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN).