O candidato ao Senado Marcel Van Hattem (Novo) comentou sobre o vazamento de mensagens supostamente enviadas entre o banqueiro preso Daniel Vorcaro e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. "A obstrução de justiça está muito bem configurada”, indicou o candidato.
O deputado federal, que está em segundo mandato no congresso nacional, também indicou como deve atuar sobre o assunto na Câmara dos Deputados. ”Vamos pedir novamente o impeachment do Alexandre de Moraes, além de protocolar notícia-crime contra o Moraes na Procuradoria Geral da República (PGR). Também vamos pedir que o Lula afaste o diretor da Polícia Federal”, complementou.
O ministro André Mendonça, relator das investigações que envolvem o Banco Master, retirou os sigilos das investigações. Na tarde desta terça-feira (1), também solicitou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) explique a relação entre Vorcaro e Moraes. O ministro Moraes teria editado o contrato firmado entre o escritório da esposa, Viviane Barci de Moraes, e o banqueiro, de acordo com o R7.
Mensagens supostamente enviadas por Vorcaro a Moraes mostram que o empresário teria pedido ao magistrado que intercedesse junto ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, para evitar possíveis problemas para ele nas investigações envolvendo o Banco Master.
“Não conseguimos reverter isso com Paulo ou Andrei?”, diz Vorcaro ao número atribuído pela própria PF ao ministro Alexandre de Moraes. Em outro trecho, o banqueiro pede que o interlocutor tente impedir que “ninguém de baixo” fale alguma sacanagem com ele.
As mensagens foram extraídas do celular de Vorcaro e constam de relatório da investigação da PF sobre o empresário. A reportagem do R7 confirmou a informação com fontes da corporação.
Os registros são de 30 de outubro de 2025, antes da primeira fase da Operação Compliance Zero, que apura supostos crimes contra o Sistema Financeiro Nacional cometidos dentro do Banco Master e foi deflagrada em novembro do ano passado. Mais tarde, em 16 de novembro, Daniel Vorcaro volta a insistir no pedido e solicita ao interlocutor que tente “atrasar para a outra semana” uma medida junto ao diretor-geral da PF.