Eleições

“A desinformação é um capital político”, afirma desembargador Luciano André Losekann

Em entrevista ao Correio do Povo, o coordenador da Comissão Permanente de Combate à Desinformação do TRE-RS destacou desafios para o pleito

Desembargador destacou os desafios para o combate à desinformação
Desembargador destacou os desafios para o combate à desinformação Foto : Mauro Schaefer

“A desinformação, hoje, é um capital político e comunicacional de certos espectros da política e de certas pessoas. Isso não ocorre apenas no Brasil, ocorre em todo o mundo”, afirmou o desembargador Luciano André Losekann, em entrevista ao podcast Matriz, do Correio do Povo.

Natural do município de Agudo, na região central do Rio Grande do Sul, ele é o novo coordenador da Comissão Permanente de Combate à Desinformação do Tribunal Regional Eleitoral do Estado (TRE-RS).

“A desinformação é um elemento, entre aspas, valioso para partidos, coligações e candidatos, porque, através da informação, eles conseguem chegar ao poder, se manter no poder ou retirar o adversário de forma ilegítima, interferindo diretamente na vontade do leitor”, afirma Losekann, que assumiu o comando da Comissão na última quarta-feira (19).

O desembargador considera que as eleições de 2018 foram um marco para a Justiça Eleitoral. “Nós nos deparamos pela primeira vez com a informação massiva chegando ao WhatsApp ou ao Telegram das pessoas de uma forma absurda, a partir de bots, de robôs, que disparavam mensagens em massa para os eleitores dizendo como e quando votar, e também com informações inverídicas”, explica.

Veja Também

Agora, na corrida eleitoral de 2026, os desafios devem ser ainda maiores. Além da circulação de notícias falsas, o desembargador prevê que a ascensão da Inteligência Artificial e o envolvimento de grandes grupos econômicos na disseminação de informações poderão influenciar a percepção do eleitor.

“Hoje, a formação de opinião não se dá através apenas do jornalismo qualificado”, destaca. “Também se dá por influências e pessoas absolutamente desqualificadas, que não têm formação alguma e sequer verificam a fonte. Isso acaba minando as bases da democracia.”

Confira a entrevista completa no episódio inédito do podcast Matriz:

FAQ - Eleições

Tire todas as suas dúvidas sobre o processo eleitoral.

Especial Eleições

Simulador de urna eletrônica